Carga tributária dos materiais escolares beiram os 50%

Raquel Morais

Para quem deixou para última hora as compras da lista de material escolar, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) chamou atenção para a quantidade de impostos embutidos nos principais itens. Caneta, lápis, apontador e caderno são alguns desses materiais fundamentais para quem estuda e a carga tributária pode representar uma diferença nas constas de 65,74%. A Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório (ABFIAE) reforça a importância da redução desses tributos e os niteroienses ficaram chocados com tamanha diferença dos preços reais.

bjuityi,i,oA caneta, um dos itens mais básicos para os estudantes, tem o imposto mais alto segundo o instituto, com 47,49% de imposto. A régua não fica atrás, com 44,65% do seu valor total apenas de tributo. O apontador e a cola possuem 43,19% e 42,71% de imposto, respectivamente, seguido do estojo com 40,33%, mochila com 39,62%, lápis e caderno com 34,99% cada. Em uma papelaria em Niterói foi cotado o valor desses itens, segundo o que mais tem procura de acordo com os vendedores. A diferença de preço dos itens com e sem impostos é assustadora: com os impostos aplicados uma pessoa gastaria R$ 60,10 e sem a carga tributária esse valor cai 65,74% e chega aos R$ 36,26 ou R$ 23,84.

A dona de casa Kátia Regina Silva, 50 anos, deixou as compras da lista de material da sua filha, que está no nono ano, para a última semana. “Eu não sabia que uma simples caneta tinha quase 50% de imposto. Isso beira uma falta de respeito com o consumidor”, simplificou a niteroiense. Para Rubens Passos, presidente executivo da ABFIAE, “em um País onde os governantes cansam de afirmar que educação é prioridade, torna-se no mínimo contraditório, se não um absurdo, convivermos com a elevada carga tributária que incide sobre canetas, borrachas, lápis, apontadores, cadernos, e outros materiais básicos. É fundamental lembrar que ainda nos dias de hoje 25% dos estudantes não completam o ensino básico! Continua-se a construir um Brasil desigual, pois famílias de menor renda têm dificuldades em formar seus filhos”, pontuou.

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