Carga tributária de produtos para Páscoa chega a 54%

Raquel Morais –

A Páscoa esse ano será comemorada em 1º de abril, mas já tem niteroiense garantindo os presentes, como doces, chocolates e ursos de pelúcia. Mas nem tudo são flores na hora das compras e os consumidores estão percebendo uma alta nos preços desses produtos. No entanto, os valores poderiam ser bem mais acessíveis se a carga tributária não fosse tão elevada. O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) divulgou a taxação nos produtos de Páscoa, que chega aos 54,73%, como no caso do vinho.

De acordo com o IBPT, o ovo de chocolate tem 38,53% de impostos e, se hoje é vendido por R$ 34,99, sem os impostos poderia ser adquirido por R$ 21,51. O bombom também está na lista dos mais taxados: 37,61% de carga tributária. Se a caixa é comercializada a R$ 9,90, sem tributos poderia ser vendida a R$ 6,18. O bacalhau é o vice-campeão nos impostos, com sobretaxa de 43,68%. Hoje, o quilo é vendido, em média, a R$ 62,90, mas poderia ser comprado por R$ 35,36. O vinho é o item com maior carga tributária, 54,73%, ou seja, uma garrafa vendida por R$ 46,90 poderia ser comercializada por R$ 21,23.

Outros itens também foram pesquisados pelo instituto, como o almoço e jantar em restaurante, que têm 32,31% de imposto. Cartão de Páscoa, coelho de pelúcia, papel celofane e colomba pascoal também tiveram seus tributos divulgados em: 37,48%, 29,92%, 34,48% e 38,68%, respectivamente.

“Todo mundo sabe que os impostos deixam os produtos mais caros, mas não tinha noção que era tão expressivo. Chega beirar um absurdo alguns itens terem quase metade do seu valor apenas de imposto”, comentou a dona de casa Angelina Nunes, de 53 anos.

Uma pesquisa do Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio) indicou que a Páscoa representará aumento de 1% nas vendas do comércio da capital fluminense, contra queda de 0,5% registrada em igual período do ano passado. Na avaliação do presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves, o crescimento projetado é bem modesto, “porque a situação ainda não está muito boa para o setor, principalmente no Rio de Janeiro”. Gonçalves disse que há uma tendência de melhora da economia no Brasil, conforme sinalizam os indicadores macroeconômicos, com queda dos juros, inflação baixa, estabilização do desemprego. No entanto, ele salientou que “no Rio de Janeiro, com seus problemas específicos, o comércio está sofrendo muito. Por isso, a nossa expectativa é de um crescimento muito modesto”. Além da questão da insegurança, pesa também sobre o setor o comércio informal.

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