Candidatos ao Governo do Estado definem vices

Wellington Serrano –

Encerrado o prazo para a definição das chapas, a maioria dos candidatos ao Governo do Estado do Rio conseguiram em cima da hora um vice para disputar a eleição em outubro. Os partidos tiveram até o último domingo para realizar as convenções estaduais e definir os candidatos e as alianças com outras legendas para a disputa. O prazo para registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) das chapas definidas é o próximo dia 15.

O Partido Social Cristão (PSC) confirmou o nome do candidato a vice-governador na chapa do ex-juiz federal Wilson Witzel. Será o líder do partido na Câmara Municipal, Cláudio Castro, que está no primeiro mandato como vereador.

“Será uma honra caminhar junto com o Cláudio. Trata-se de um parlamentar de elevado caráter moral e comprovada dedicação ao povo do Rio que o elegeu. É um defensor da família, da vida e preocupado com o alto índice de desemprego que atinge o nosso estado”, afirmou Witzel.

Castro disse ter acolhido “com entusiasmo” a indicação do partido para se somar à chapa de Wilson.

“O Rio precisa de uma nova política, que resgatará a dignidade do nosso estado. Seremos incansáveis na reformulação do governo, afastando a corrupção e trabalhando com transparência e afinco para manter setores básicos, como segurança, saúde e educação”, disse Castro.

O Partido da República (PR) confirmou a aliança com o Podemos e a Rede, e o deputado federal Marcelo Delaroli como o vice-governador da chapa de Romário. No pequeno auditório Álvaro Valle, na sede do partido, no Centro do Rio, Delaroli afirmou seu compromisso com a cidade e a população do Rio e ressaltou que “não tem rabo preso com ninguém”. O presidente regional do PR, o deputado federal Altineu Cortes, ao lado dos federais Alexandre Valle e Soraya Santos, marcou presença na convenção.

Delaroli disse que a aliança com Romário se concretizou quando o senador garantiu que seu governo não vai repetir o modus operandi de seus antecessores.

“Falei com ele que se for para continuar a fazer política desse jeito, melhor não ser candidato e ele concordou. É hora de darmos um basta nisso”, contou o dentista, que foi cabo da Polícia Militar, mas deixou a Corporação para se dedicar à política.

“Romário podia estar onde quiser, mas escolheu estar aqui no Rio de Janeiro. Me aliei a ele porque me mostrou sua alegria de melhorar a vida da população”, disse, ironizando o fato de o ex-prefeito Eduardo Paes ter se mudado para Nova Iorque ao terminar o mandato. Delaroli não poupou críticas a Paes, que desdenhou da escolha do PR por Romário.

“O ex-prefeito esculachou a minha cidade e fez isso numa conversa íntima, onde a gente fala o que pensa”, afirmou, ao relembrar que Paes se referiu a Maricá, sua cidade natal e base eleitoral, como “aquela cidade de m…”, em conversa telefônica já famosa com o ex-presidente Lula.

Delaroli lembrou que a cidade é a mais rica do Estado – recebe R$ 1,5 bilhão por ano em royalties do petróleo: “se ele acha isso de Maricá, o que acha das demais cidades?”, questionou. O candidato também afirmou que é hora de realizar uma “nova experiência”, numa alusão às alianças de Paes, “políticos experientes que estão todos presos”.

O DEM confirmou a coligação com o PPS e o deputado estadual e presidente da legenda, Comte Bittencourt, como o vice-governador da chapa do candidato ao governo do Estado do Rio, Eduardo Paes. O anúncio foi feito em reunião realizada no último domingo no Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Niterói. O DEM chegou a oficializar Marcelo Delaroli, do PR, como vice-candidato ao governo, mas a aliança não vingou.

Acompanhados por suas mulheres, Cristine Paes e Magda Bittencourt, os dois celebraram a parceria ao lado do deputado federal, presidente da Câmara e do DEM, Rodrigo Maia, do deputado federal Sérgio Zveiter (DEM), do antropólogo e membro da executiva do PPS, Rubem César Fernandes, e do deputado estadual André Corrêa (DEM) que, segundo fontes políticas, costurou a aliança.

“Um dos importantes simbolismos dessa escolha é que o Comte é um deputado de Niterói, que é a segunda cidade sob o ponto de vista político mais importante do Rio de Janeiro e queremos deixar claro que vamos priorizar a Região Metropolitana e o interior. Ele é um homem com capacidade, experiência, sensibilidade e com conhecimento dos problemas do Estado”, afirmou o candidato a governador.

Paes ainda considerou que ter um vice-governador como Comte traz tranquilidade e a certeza de que terá um parceiro à altura e pronto para assumir as mais diversas funções no Governo do Estado.

“É tanto trabalho que precisa de dois governadores. E o Comte é uma escolha do meu coração. Consultei todos os partidos da aliança, conversei com prefeitos, deputados, setores da sociedade e todos foram unânimes em apoiar e me parabenizar pela escolha do nome do Comte”, destacou Paes.

Segundo fontes políticas, a articulação política foi positiva para Comte Bittencourt, que é testemunha de defesa dos deputados Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi (ambos do MDB), presos na Operação Cadeia Velha. Fontes afirmam que o líder do PPS não teria votos para a reeleição e nem um nome para uma candidatura própria ao governo. Com Eduardo Paes, caso vença, garantirá a sua imunidade.

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