Câncer de próstata pode ter 90% de cura se diagnosticado cedo

Raquel Morais –

No mês do Novembro Azul nunca é demais reforçar a importância da prevenção e combate ao Câncer da Próstata. Especialistas no assunto desmistificam o preconceito gerado pelo ‘temido’ exame de toque. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontam que, essa resistência, faz com que 20% dos pacientes sejam diagnosticados com a doença em estágios avançados. Isso representa uma taxa de mortalidade de 25% dos pacientes, a cada 36 minutos um homem morre no Brasil vítima de câncer de próstata, afirma a entidade.

Na próxima sexta será comemorado o Dia Mundial de Combate ao Câncer da Próstata e o cirurgião urológico do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN), Paulo Bastos, informou que o diagnóstico precoce aumenta em 90% a chance de cura. “O câncer de próstata é uma doença silenciosa e quando chega a ter sintomas, é que está em uma fase mais avançada. É fundamental o exame de toque. O PSA, exame de sangue, também é pedido nesse check up”, explicou o médico membro do SBU. Ele acrescentou que homens com histórico da doença na família devem começar os exames anuais aos 45 anos, e sem histórico aos 50 anos.

O tabu é tão grande que a equipe de reportagem de A TRIBUNA não conseguiu conversar com nenhum homem sobre o assunto. “Praticamente todos os pacientes, quando acabam o exame, confessam que o procedimento é simples. Temos que falar com naturalidade sobre esse tema e acabar com esse preconceito. Muitos homens procuram o médico sozinhos, mas eles têm a mulher como uma ótima aliada. Muitas esposas marcam as consultas para eles”, completou o médico.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 14.484 homens morreram em decorrência da doença no país em 2015. Segundo o coordenador da campanha contra o câncer de próstata no Novembro Azul, Geraldo Faria, o principal motivo para as altas taxas é o preconceito dos homens em fazer o exame de toque retal, fundamental para descobrir a doença. “Temos dois exames que têm que ser realizados de maneira concomitante, que é o exame do toque, e a realização do exame de sangue, que é o PSA. Esses dois exames, quando associados, me dão uma segurança de mais de 90% em fazer um diagnóstico precoce da doença. Infelizmente, esse preconceito ainda existe. É lógico que ele está se tornando cada vez menor, graças ao trabalho de informação, mas ainda temos muitos homens que se recusam a fazer essa avaliação por conta do preconceito em relação ao exame de toque”, comentou o urologista.

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