Câncer de mama pode atingir cães e gatos

Outubro é conhecido por ser o mês dedicado à saúde da mulher, além de ser um reforço para as campanhas de prevenção ao câncer de mama. Mas o Outubro Rosa também reforça a importância dos cuidados com a mesma doença nos pets. Sim, o Outubro Rosa Pet merece muita atenção dos donos de cães e gatos, já que a doença acomete fêmeas e machos. Dados do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio de Janeiro (CRMV-RJ) mostram que 52% de todos os tumores em cães são de mama e nos felinos é o terceiro tipo mais frequente.

A conselheira do CRMV-RJ, Márcia de Oliveira, explicou que é muito importante pensar nos aminais domésticos durante a campanha do Outubro Rosa, principalmente através da prevenção.

“A maneira mais eficaz de prevenir o câncer de mama em cadelas e gatas é aceitar que a castração é importante. No caso das cadelas elas entram no ‘cio’ entre seis e oito meses e quando acontecem repetidos ‘cios’ sem o acasalamento o organismo dela sofre. Excesso de hormônios, gravidez psicológica e até produção de leite facilitam o aparecimento da doença”, explicou.

O diagnóstico precoce é exatamente como acontece nos humanos. É preciso fazer exame de toque nas tetas dos animais, cinco pares nas cadelas e quatro pares nas gatas, e após o animal completar cinco anos é necessário uma vez ao ano um exame de imagem. A recomendação é do médico-veterinário especialista em Clínica Médica e Cirúrgica de Pequenos Animais, Wanderson Alves Ferreira.

“Se for diagnosticado algum nódulo para o câncer de mama é preciso começar o tratamento com rapidez. É feito o risco patológico para ver se o tumor é benigno ou maligno e é iniciado o processo de quimioterapia com um profissional especializado”, frisou o também tesoureiro do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV).

E desse assunto a veterinária do serviço de clínica cirúrgica e oncologia do Hospital Veterinário da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Tábata Maués, é especialista. Ela pontuou que o tumor de mama é o mais comum em cães e o terceiro mais frequente em gatos. Na unidade, que fica no bairro Vital Brazil, são feitos cerca de 80 atendimentos oncológicos por semana, sendo sua maioria em função de tumores mamários. “A avaliação clínica desses animais deve ser minuciosa, sendo necessário também exames complementares dos nódulos, tórax, abdômen e hematológico para estadiamento da doença, auxiliando na definição do tratamento mais adequado para cada paciente. Diagnóstico e tratamento precoces são muito importantes para salvar vidas”, explicou.

E se perder um bichinho de estimação já é difícil, perder ‘para o câncer’ é mais frustrante ainda. A administradora Daniela Ambrósio, de 43 anos, sabe bem como é essa dor. Sua cadela de estimação, Charlotte, teve a doença e demorou a ser diagnosticada. “Eu não sabia que tinha que fazer exame de toque nas tetas e quando descobri a doença ela estava em metástase. Fiz o tratamento para amenizar o sofrimento dela e cheguei a tentar a quimioterapia, mas ela não aguentou. Tomei isso como lição e sempre estou de olho em nódulos nos meus 12 gatos e 10 cachorros”, contou a também protetora animal.

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