Campeonato reúne feras do bodysurf em Itacoatiara

O título local de Bodysurf (surfe de peito) terá uma importante disputa em Niterói. O campeonato Bodysurf Classic 2018 contará com cinco categorias: Pro Open, Local, Master, Feminino e Júnior e está confirmado para este fim de semana, na Praia de Itacoatiara.
A competição reunirá cerca de 100 surfistas com idade entre 18 até 35 anos de idade, oferecendo R$ 4 mil de premiação para os melhores colocados, além de handplane, troféus e kits com camisa, lycra, bonés e bermudas aos primeiros colocados. O Check-in para todos os atletas será às 7h, para início às 8h.

A organização é do atleta Kalani Lattanzi, de 24 anos, considerado um dos melhores do mundo no bodysurf. Ele tem imagens de várias aventuras que viveu nas ondas grandes mais famosas de Portugal e disse que o objetivo é que o evento se torne um marco na categoria. “Quero estimular a modalidade que é praticada em alto nível. Procuro sempre incentivar os competidores da nova geração, com uma infraestrutura diferenciada. Buscamos inovação e integração social desse esporte que é muito carente”, afirmou Lattanzi.

Segundo Kalani, surpreendentemente, o bodysurf pode ser mais seguro do que o surf. “Sinto-me muito mais seguro utilizando apenas o meu corpo. A prancha pode bater na cabeça; quando estou surfando de peito, sinto-me muito seguro, uso pé de pato para nadar e elas dão-me muita força e mobilidade na água”, disse.

Ele afirma que, em teoria, o bodysurf é simples: “basta deixar a onda te levar. No entanto, tem que haver o mesmo posicionamento e timing de um surfista, para pegar a onda no momento certo e deslizar numa trajetória semelhante à das pranchas. A onda não está o levando, ele realmente está ‘surfando’ a onda”, conta.

A ideia é usar o corpo para ganhar o máximo de velocidade possível. Esticando o braço junto à onda e alongando o tronco, Lattanzi fica com uma linha hidrodinâmica – depois, basta controlar a direção ajustando o equilíbrio para a esquerda ou para a direita, para a frente ou para trás.
“Se for para a direita, vou com o braço direito à frente”, explica Lattanzi.

“Se for para a esquerda, vou com o braço esquerdo à frente. Se a onda for muito alta, uso o tronco e as costas para direcionar; se estiver mais suave, faço tudo com o peito”, realça. Por vezes, é até indicado utilizar uma plaina de bodysurf (normalmente chamada handplane), uma mini prancha que se usa em apenas uma mão e que ajuda a ganhar velocidade e controlar a direção.

Os grandes desafios mesmo apontado pelo campeão são: o timing e o encontro da posição certa. “Nem sempre é fácil posicionar-se corretamente. Às vezes tomamos umas ondas na cabeça. Mas, também é o melhor treino”, ressalta.

Apesar das exigências físicas, a característica mais impressionante deste jovem de 24 anos é a dedicação, porque o bodysurf é um esporte de paciência. “O máximo de tempo que já estive na água foi na Nazaré”, lembra-se Kalani Lattanzi. “Estive quatro horas na água à espera de três ondas e uma delas foi a maior que já vi na vida”, recorda.

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