Campanha da Fraternidade é aberta em Niterói

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente ontem a Campanha da Fraternidade 2017. O tema da Campanha: “Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida”,O lançamento foi na sede da entidade, em Brasília (DF). A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário-geral da CNBB, Dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma. Ontem, a campanha foi aberta em Niterói pelo arcebispo de Niterói, Dom José Francisco Rezende Dias, e pelo arcebispo emérito, Dom Alano Maria Pena, em missa realizada à noite na Catedral São João Batista, no Centro.

O Papa Francisco enviou uma mensagem ao Brasil por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2017. Eis um trecho do texto: “O criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes. Entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação. Entre tantas iniciativas e ações, me apraz recordar que já em 1979, a Campanha da Fraternidade que teve por tema ‘Por um mundo mais humano’ assumiu o lema: ‘Preserve o que é de todos’. Assim, já naquele ano a CNBB apresentava à sociedade brasileira sua preocupação com as questões ambientais e com o comportamento humano com relação aos dons da criação”, disse o papa.

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