Caminhoneiros protestam contra preço de combustível

Após mais um anúncio da Petrobras sobre a alta nos preços da gasolina, diesel e gás, caminhoneiros fizeram mais uma manifestação, dessa vez na BR-493 (Rodovia Magé-Manilha) na manhã de terça-feira (2). Já na noite de segunda-feira (1º) na Rodovia Niterói-Manilha, BR-101, na altura de Itaboraí a categoria também fez um protesto contra o aumento do combustível e a pista sentido Magé ficou congestionada. Em 2018 os trabalhadores organizaram uma paralisação nacional que impactou a economia de todo o país, e a possibilidade de um novo movimento foi parar na Justiça no mês passado.

Na terça-feira (2) a manifestação foi de pequena proporção e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanhou o movimento que aconteceu no km 0,5 da BR-493. Já no ato de segunda-feira (1) a manifestação dos caminhoneiros aconteceu na pista sentido Magé e gerou congestionamento em uma das principais vias que cortam a Região Metropolitana. A ação contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e do 35º BPM (Itaboraí). A Arteris Fluminense explicou que com relação ao bloqueio do acostamento na Rodovia Fluminense, no km 296, o tráfego seguiu normalmente pela rodovia sem congestionamento.

O anúncio do aumento dos preços foi feito pela Petrobras na segunda-feira (1) e desde terça-feira (2) estava permitido. O diesel aumentou 5% (R$ 0,13 por litro) e a gasolina teve alta de 4,8% (R$ 0,12 por litro). Em nota a empresa destacou que é ‘importante ressaltar também que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis’.

No mês passado, também após um anúncio de paralisação, os caminhoneiros marcaram um ato no dia 1 de fevereiro, mas a Justiça Federal do Rio de Janeiro proibiu o protesto e anunciou essa decisão no dia 30 de janeiro. Na ocasião a juíza federal Itália Maria Zimardi Areas Poppe Bertozzi, titular da 24ª Vara Federal da capital fluminense, acatou um pedido da concessionária Autopista Fluminense, que administra a BR-101 desde a Ponte Rio-Niterói até a divisa com o estado do Espírito Santo.

Itália Bertozzi iniciou sua decisão destacando que o bloqueio de uma das rodovias mais importantes do país, afetando o tráfego de pessoas, de serviços e da produção industrial e agrícola, extrapolaria o exercício dos direitos constitucionais de liberdade de reunião, de manifestação de pensamento e de participação dos cidadãos na vida política.

Além do preço do combustível a categoria reivindica outras questões como ‘o piso mínimo de frete do transportador autônomo para cargas, contra a contratação direta a fim de evitar abuso do poder econômico, contra a retirada do benefício previdenciário de aposentadoria especial sem modificação das condições nocivas à saúde; e contra os abusos pela falta de condições estruturais e ambientais de aplicação das politicas de cumprimento de horário assim como dos horários de repouso e descanso e seus reflexos sobre as remunerações’, de acordo com o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC).

GREVE DOS CAMINHONEIROS EM 2018

Em maio de 2018 uma paralisação nacional dos caminhoneiros refletiu na vida dos brasileiros. A categoria paralisou em pelo menos dez pontos de quatro rodovias federais pedindo redução do diesel. Com caminhões parados vários setores ficaram desabastecidos, desde alimentação até mesmo outros combustíveis, como a gasolina.

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