Caminho cervejeiro em Niterói é uma proposta para 2020

Dezenas de cervejas artesanais, três fábricas, caminho cervejeiro, Selo Niterói Cervejeiro. Essas são algumas mostras de que a cidade de Niterói está virando referência na produção e venda de cerveja artesanal. Não é a toa que Lei dos Cervejeiros foi regulamentada oficialmente em março do ano passado e movimenta o setor de maneira expressiva. Empresários percebem aumento nas vendas de insumos, por exemplo, de até 15%, considerado bom índice em meio a crise econômica e desemprego.

Lindalva Cid, subsecretária de Desenvolvimento Econômico da Prefeitura explicou que para conseguir o selo o cervejeiro é preciso requerer o pedido para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e se enquadrar nos 50 requisitos necessários. Lindalva explicou que em janeiro de 2017 recebeu um grupo de micros e pequenos empresários do setor de cervejas artesanais e foi criado um grupo de trabalho com a procuradoria do município presente que culminou em uma mensagem executiva para um projeto de lei. Entre os objetivos estão reconhecer e valorizar a fabricação de cerveja artesanal no município, estimular a produção, em pequena e/ou média escala expandir a iniciativa limpa, sustentável, não geradora de impactos ambientais, urbanísticos e sociais, por exemplo.

“Todos os bairros de Niterói têm a presença do setor. Como a cidade é conhecida pelo Caminho Niemeyer, nossa meta para 2020 é criar os caminhos cervejeiros em Niterói para desenvolver o turismo receptivo”, acrescentou Lindalva, que também é presidente da Comissão Niterói Cervejeiro.

Os selos possuem três níveis (ouro, prata e bronze) e atualmente já foram expedidos três: Noi e Máfia com o selo ouro, e Matice com o selo prata. No próximo dia 6 de dezembro o quarto selo será oferecido para os empresários da cervejaria Arariboia que será o bronze. O empresário David Tosta, 50 anos, contou que nós últimos três meses teve um aumento na venda de insumos na faixa de 10% a 15/% na Malteria Arariboia.

“Tem mais gente procurando a matéria prima para ter informações e produzir a própria cerveja. É um mercado em expansão e tem muita gente que está conhecendo esse universo. Comecei investir nisso por uma paixão pela cerveja em 2015 e hoje divido meu tempo entre sala de aula, como professor de gestão de projetos e informática, e como empresário cervejeiro”, contou o também dono da Cervejaria Arariboia.

“A Noi foi a primeira cervejaria a receber o Selo Niterói Cervejeiro, no dia 1º de agosto deste ano. Somos reconhecidos pela qualidade das nossas cervejas e por termos rótulos para todos os tipos de consumidores, desde uma pilsen mais clássica até cervejas complexas, envelhecidas em barris por até um ano. O selo é um reconhecimento das boas práticas da empresa. Descobrimos desde cedo o valor das cervejas artesanais e percebemos que tínhamos tudo para dar certo não só na cidade, mas no país. Fomos pioneiros e antes mesmo da construção da fábrica, já somávamos seis receitas prontas”, contou Bárbara Buzin, uma das diretoras da Cervejaria Noi.

ESPAÇO PARA VALORIZAR A CERVEJA ARTESANAL
O dono da cervejaria Dead Dog, Sandro Gomes, 45 anos, faz parte do coletivo Vila Cervejeira, no Centro, um espaço com seis cervejarias artesanais da cidade. São elas: Invocada, Matisse, Dead Dog, Mosaico, Araribóia e Brew Lab. O espaço também tem três empresários que vendem petiscos: Cevada Bbq, Ducas e Victorian Top Secret.
“O crescimento do setor é uma resposta ao mercado. As pessoas estão apreciando a bebida e entendendo essa diferenciação entre as bebidas. A minha cerveja não tem aditivos químicos, não tem corante e nem estabilizante de espuma. Isso tudo influência no sabor, na fermentação e no teor alcoólico, por exemplo. A vila funciona muito bem para aproximar o cliente e o dono da cerveja e isso proporciona uma experiência diferente que vai além de beber uma cerveja. A pessoa tem a oportunidade de aprender sobre a bebida que está tomando, tem como saber como foi a produção e isso é enriquecedor”, pontuou Sandro.

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