Câmara poderá apoiar ações da Polícia Civil em Niterói

Em mais uma rodada de negociação entre a Câmara de Vereadores e a Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil ficou acertada a elaboração de um Termo de Cooperação entre as duas instituições. Segundo o presidente da Comissão de Segurança da Câmara, vereador Renato Cariello (PDT), a possível ajuda será em forma de insumos básicos, manutenção e melhorias nas instalações. Outra proposta discutida durante a reunião foi a de estender aos policiais civis em férias, licença ou afastados por conta de lesões e ferimentos causados pelo trabalho o direito de receber a gratificação especial liberada pela Prefeitura de Niterói durante o carnaval. Na reunião realizada no Gabinete da Presidência, além de vereadores, participou o delegado Fábio Barucke, chefe da DH, e seus auxiliares.

“Um dos pontos a destacar é a possibilidade de resolver o problema do aluguel de um comparador balístico, importante equipamento na elucidação de crimes. O que temos é alugado e o convênio não será renovado por conta da crise financeira do Estado. A Câmara poderia pagar o aluguel, o que será de grande valia ao nosso trabalho”, disse o delegado Fábio Barucke.

A Divisão de Homicídios atende aos municípios de Niterói, São Gonçalo, Maricá e Itaboraí, região com aproximadamente dois milhões de habitantes. Um total de 165 policiais, entre delegados, investigadores, peritos e papiloscopistas, com apoio operacional de 31 viaturas, atuam numa média de 600 inquéritos a cada ano. Desde 2014 quando foi inaugurada, mais de dois mil casos já passaram pela Homicídios. Na semana passada o presidente do Legislativo, Paulo Bagueira (SDD), esteve na Divisão de Homicídios com um grupo de vereadores dando início à cooperação.

“A Procuradoria-Geral da Câmara vai analisar, em conjunto com a Assessoria Jurídica da Polícia Civil, a melhor forma de elaborar um termo de colaboração. Manutenção de viaturas, compra de material para as delegacias, reparos nas redes elétrica e hidráulica e demais instalações poderão ser incrementadas com esse aporte financeiro”, explicou Cariello.

Barucke exemplificou como é a dinâmica para investigação de um homicídio. Para cada caso é reservada uma equipe GELC (Grupo Especial de Elucidação de Crimes) composta por nove policiais, um delegado, um perito e um papiloscopista. Além dos já citados compareceram ao encontro os vereadores Beto da Pipa (PMDB), Carlos Jordy (PSC), Gabriel Rodrigues (PTB), Milton Cal (PP), Paulo Henrique (PPS) e Rodrigo Farah (PMDB).

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