Câmara de São Gonçalo afasta a vereadora Iza Deolinda

Anderson Carvalho –

O presidente da Câmara Municipal de São Gonçalo, Diney Marins (PSB), declarou ontem extinto o mandato da vereadora Iza Deolinda (PMDB), durante sessão plenária. Ele cumpriu determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ), no dia 16 de agosto, que cassou o mandato da peemedebista por suposto vínculo dela com centro social e uso deste para influir nas eleições municipais de 2016. No último dia 16, o Legislativo tinha dado prazo de cinco sessões plenárias para a vereadora apresentar defesa. Ela ocupava ainda o cargo de 3ª vice-presidente da Mesa Diretora da instituição.

Na mesma sessão, o presidente convocou o primeiro suplente da Coligação PHS/PR/PMDB, Jorge Mariola (PHS), que já estava exercendo a função de vereador devido ao afastamento do colega Thiago da Marmoraria (PMDB), que assumiu a Secretaria municipal de Transportes. Com a efetivação de Mariola, Diney convoca esta sexta-feira o segundo suplente da Coligação “Unidos para Vencer”, o médico Fábio Farah (PMDB). Na próxima semana, o plenário da Casa vai escolher o vereador que assumirá a 3ª Vice-Presidência da Mesa Diretora.

Procurada, Iza informou que ontem mesmo entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral. “Meu advogado foi a Brasília impetrar o recurso. Estou pedindo ainda o efeito suspensivo da decisão para retomar o mandato”, contou a peemedebista, que fora reeleita em 2016, com 4.227 votos. Ela também está inelegível por oito anos a contar do pleito do ano passado.

Iza tinha recorrido ao TRE no dia 29 de setembro, alegando não ter nenhum vínculo com o centro social, localizado no bairro Jardim Catarina, seu reduto eleitoral, e que o fato não teria como influir no resultado do pleito. Ela alegou ainda inexistência de provas.

Segundo o Tribunal, a então candidata à reeleição usava seu perfil pessoal em uma rede social para promover o seu centro social. Após diligência da equipe do TRE no Jardim Catarina, durante a campanha, foi constatado que o centro funcionava no andar inferior de um sobrado que pertence à família de Deolinda. No momento da fiscalização, uma irmã e um sobrinho da peemedebista estavam no local. Também foram encontradas contas de telefone e luz no nome dela, ofícios de seu gabinete na Câmara, além de outras correspondências e diversas fichas cadastrais relativas a serviços municipais. O relatório também afirma que todos os presentes afirmaram que o centro pertencia à vereadora.

Na decisão pela cassação, o TRE atendeu a recurso do Ministério Público Eleitoral, por suposto abuso de poder político e econômico. Em 27 de abril passado, a denúncia contra Deolinda foi julgada improcedente pelo juiz Marcelo Chaves Espíndola, da 134ª Zona Eleitoral e a vereadora fora absolvida. Porém, o MP recorreu em seguida.

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