Câmara de Maricá vai abrir licitação para contratar empresa de segurança

A população de Maricá ainda não se refez do choque provocado pelo assassinato do vereador Ismael Breve (DEM) e de seu filho, o advogado Thiago André Marins, na madrugada de quinta-feira (22), dentro da residência da família, no bairro Zacarias. O clima de comoção ainda é percebido pelos comentários nas ruas, e sobretudo, na Câmara de vereadores da cidade, onde os debates se concentram sobre os recentes crimes ocorridos em Maricá e sobre as providências para prevenir crimes do gênero, que além do vereador e seu filho, também vitimaram os jornalistas Romário Barros, proprietário do portal de notícias Lei Seca Maricá, e Robson Giorno, dono do Jornal Maricá. Todas as vítimas foram mortas a tiros.

Diante da sensação de insegurança que tomou conta da cidade, o presidente da Câmara Municipal de Maricá, Aldair de Linda (PT), afirmou que abrirá um processo de licitação para contratação de uma empresa especializada em segurança privada para garantir os vereadores da Casa.

“Em reunião com a Mesa Diretora e o corpo técnico da Câmara, decidimos autorizar abertura do procedimento para contratar uma empresa de segurança. Em reunião com eles (na quinta-feira, 22) foi tratada essa questão. A Procuradoria avaliará a viabilidade para darmos início, o mais rápido possível, à licitação. Aguardamos também uma resposta aos violentos assassinatos ocorridos recentemente em nossa cidade. Maricá é conhecida por ser uma cidade tranquila e queremos manter essa tranquilidade”, afirmou.

Por sua vez, a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) passou a adotar a mesma postura no caso Ismael Breves que está sendo realizada na investigação das mortes de Romário Barros e Robson Giorno, ou seja, o sigilo. Na quinta-feira, o delegado Leonan Calderaro havia dito que a hipótese de roubo estava praticamente descartada e deixou a entender que o principal alvo dos assassinos seria supostamente Thiago, filho de Ismael, que pode ter sido morto ao tentar defendê-lo. Porém, à exceção da versão de crime de latrocínio (roubo seguido de morte), todas as demais hipóteses estão sendo analisadas.

Documentos, laptops, celulares e até uma arma registrada de Thiago, foram levadas para serem submetidos a trabalho de perícia. Agentes da especializada também estão em busca de imagens de câmeras de segurança espalhadas pela cidade, para tentar identificar a movimentação e trajeto dos criminosos, que invadiram a casa da família de Ismael usando toucas ninja. A polícia também já realiza trabalho de cruzamento de informações prestadas em depoimentos colhidos pela DHNSG, o que pode até nortear a investigação nos próximos dias.

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