Câmara aprova por unanimidade a criação de novos cargos para FME

A votação para a criação de cargos e a convocação dos aprovados no concurso público da Fundação Municipal de Educação (FME), realizado em 2016, foi aprovada nesta terça-feira (08), na Câmara de Vereadores de Niterói. Ao todo serão 1195 vagas, sendo 26 para agente de coordenação turno I, 12 para auxiliar de portaria I, 49 para merendeiros, 403 para professor de apoio especializado e 705 para professor 1. Dos 21 vereadores, 15 estiveram presentes na votação, que foi unânime, e contou com representantes do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-Niterói) e muitos professores nas galerias da Casa.

Aplausos e emoção marcaram a sessão extraordinária liderada pelo presidente em exercício Milton Lopes Cal.

“Tinha que ser aprovado. A questão é que o governo, no final do ano passado, acabou com todos os contratos da rede e se isso não acontecesse não teríamos como iniciar o ano letivo de 2019. O sindicato lutou muito para essa aprovação e vale lembrar que esse número ainda não é suficiente para a educação de Niterói”, pontuou Thiago Coqueiro, um dos diretores do Sepe-Niterói.

“Teríamos que preencher cerca de duas mil vagas para deixar esse setor abastecido de verdade”, completou a diretora Josiane Peçanha.

O vereador Leonardo Giordano (PCdoB) explicou sobre a necessidade de reestruturação dos cargos da FME.

“Esse chamamento reforça a cidade e é um avanço para o município e para a educação municipal. Agora é fundamental que tenhamos mais investimento no concurso público e com atenção para esse setor”, comentou.

Paulo Eduardo Gomes (Psol) frisou a demora na aprovação, que deveria ter sido feita em novembro de 2018.

“Para um sindicalista, com militância, são raros os momentos que comemoramos uma vitória operária. Infelizmente o poder legislativo abre mão de ser protagonista e se submete a lógica do planejamento governamental de gastar dinheiro com muitas coisas, mas não querem gastar com educação”, contou.

O vereador Beto Saad (PL) também vibrou com a decisão e reforçou que esse é um sonho da estabilidade para os professores e que somente através da educação é possível uma transformação.

“O mérito é dos professores e que eles tenham a capacidade de ensinar cada vez melhor”, finalizou.

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