Calor faz vendas de bebidas e alimentos gelados aumentar em Niterói

Raquel Morais –

Clima abafado. Tempo seco. Termômetros nas alturas. Suor e muita hidratação. Essas foram algumas sensações que os niteroienses já sentiram nos primeiros dias de 2018. E apesar dos temporais assim serão muitos dias do verão 2018. Para driblarem o calor algumas táticas como dormir de janela aberta, congelar frutas, ir trabalhar de camiseta e trocar a roupa no serviço e abusar da hidratação são usadas pelos niteroienses. Em meio a crise financeira do estado, tem comerciante que não teve do que reclamar quando o assunto são as vendas, o movimento nessa época chega aumentar em 80%.

O vendedor de água de coco, Carlos Alberto, 45 anos, percebeu aumento de até 50% nas vendas da água da fruta, queridinha dos niteroienses. Ele está há 18 anos no ponto ao lado do Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), e comemora o movimento desde que o calor aumentou na cidade. “As pessoas querem se refrescar e se hidratar e nada melhor do que a água de coco. É uma coisa que é consumida até mesmo no frio, mas quando a temperatura está muito alta, as vendas não param”, explicou. O enfermeiro Bruno Vieira, 39 anos, não estava tão contente assim. O niteroiense passou por uma cirurgia e passar pelo pós cirúrgico com calor deixa a recuperação ainda pior. “Eu detesto esse calor e prefiro mil vezes o inverno. A atividade física fica desgastante, a pele fica péssima com o calor é um conjunto de incômodo nesse período”, exemplificou.

Já a publicitária Luzia Câmara, 60 anos, adora a temperatura elevada. “Sou de Brasília e lá é muito quente com o clima muito seco. Aqui é uma delícia esse sol maravilhoso, o mar gelado e uma água de coco. Não tem nada melhor”, pontuou. A vendedora de picolé Maria Isa, 72 anos, trabalha nas areias de Camboinhas, na Região Oceânica, há 35 anos, e comemora mais que todo mundo o calor. Ela vende picolé por até R$ 5 e compra na média de R$ 2 dependendo da quantidade. Já o supervisor da Sol a Sol, no Centro, Rafael Luís, disse que com a temperatura nas alturas o movimento aumenta em até 80%. “Trabalhamos com a expectativa do calor e isso é maravilhoso para as vendas”, comentou.

E não só de frutas coloridas e geladinhas se faz o verão. Tem comerciante comemorando a venda da famosa ‘gelada’ nos dias mais quentes. O empresário João Fernandes, dono do Bar Portugas, em Icaraí, é exemplo disso, e confirma também o aumento das vendas na estação mais quente do ano. “O movimento não está perfeito e a crise deu uma estagnada nas vendas, mas o verão sempre será verão, e o movimento sempre dá uma melhorada”, finalizou o niteroiense.

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