Caixa termina de depositar lucro do FGTS

Cerca de 88,6 milhões de trabalhadores receberam o rateio do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2020. A Caixa Econômica Federal informou ontem ter concluído os depósitos nas contas vinculadas.

No último dia 17, o Conselho Curador do FGTS decidiu distribuir aos trabalhadores R$ 8,129 bilhões decorrentes do lucro líquido do fundo no ano passado. O montante equivale a 96% do ganho de R$ 8,467 bilhões obtido pelo FGTS em 2020. O depósito estava previsto para ocorrer até o fim do mês, mas foi concluído uma semana antes do prazo.

O valor de referência corresponde ao saldo de cada conta em 31 de dezembro de 2020. Quem tiver mais de uma conta receberá o crédito em todas elas, respeitando a proporcionalidade do saldo.

Para saber a parcela do lucro que será depositada, o trabalhador deve multiplicar o saldo de cada conta em seu nome em 31 de dezembro do ano passado por 0,01863517. Esse fator significa que, na prática, a cada R$ 1 mil de saldo, o cotista receberá R$ 18,63. Quem tinha R$ 2 mil terá crédito de R$ 37,27, com o valor subindo para R$ 93,17 para quem tinha R$ 5 mil no fim de 2020.

Na prática, a distribuição dos lucros elevou para 4,92% a rentabilidade do FGTS neste ano, 0,4 ponto percentual acima da inflação oficial de 4,52% acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2020. Pela legislação, o FGTS rende 3% ao ano mais a taxa referencial (TR). Desde 2017, a TR está zerada.

Como consultar o saldo – O trabalhador tem dois meios principais para verificar o saldo do FGTS. O primeiro é o aplicativo FGTS, disponível para os telefones com sistema Android e iOS. O segundo é a consulta do extrato do fundo, no site da Caixa.

QUATRO ESTADOS CONCENTRAM METADE DOS ÓBITOS NO BRASIL

Médicos fazem treinamento no hospital de campanha para tratamento de covid-19 do Complexo Esportivo do Ibirapuera.

São Paulo, Estado do Rio, Minas Gerais e Espírito Santo somam quase a metade dos 575 nil óbitos registrados pelas 27 unidades da Federação. A Região Sudeste acumulou 270,5 mil vidas perdidas.

Pela ordem as estatísticas apontam os estados do Nordeste com um acúmulo de 114,9 mil óbitos; o Sul com 89,5 mil e o Centro-Oeste com 54,4 mil mortes.

Com relação à população o Sudeste chega a 78,5 milhões de habitantes, com os nove estados do Nordeste reunindo 60 milhões de brasileiros.

Nota-se que o obituário é mais marcante nas regiões com mais concentração urbana.

REDIVISÃO POPULACIONAL

Mais de dois mil municípios contam com menos de 20 mil habitantes, sendo que quatro abrigam menos de mil moradores e, mesmo assim, têm perdido um pequeno percentual de moradores.

O presidente Bolsonaro chegou ao anunciar projeto para extinguir aqueles com menos de 20 mil habitantes promovendo fusões ou incorporações, mas a ideia não foi à frente pois cogitava-se apenas de reduzir gastos com tão grande número de prefeitos, vereadores, etc.

Não se apresentou um plano de integração com a oferta de condições para uma integração com melhor qualidade de vida.

Os dados da pandemia indicam que quanto maior a aglomeração menor é a possibilidade de uma vida social com qualidade. É necessário um planejamento.

O povoamento

No Império, Dom Pedro II alarmou-se com o gigantismo territorial da Amazônia e buscou executar um plano de povoamento para gerar adequadas condições para ali se viver.

Promove uma oferta para populações do norte árido da África e atraiu uma massa de imigrantes da Argélia. Estes, oriundos da cidade Marzagão, fundaram no Grão-Pará (Amapá) a cidade Nova Marzagão.

No Estado Novo, Getúlio Vargas criou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), gerando núcleos de imigrantes voltados para a agricultura, como os japoneses no Vale do Ribeira (SP) e em Papucaia (RJ)

Plantio de gente sem adubo

Os ricos laranjais, cafeeiros, bananais; as plantações de cana-de-açúcar de Itaboraí, Nova Iguaçu e até as salinas da Região dos Lagos, como o gado e os aviários sumiram desta vasta região do Estado do Rio.

As fazendas e sítios cederam espaço para loteamentos, muitos há décadas à espera de compradores de tantos lotes inertes, sumiram as árvores, os animais e as aves. “Plantou-se” muita gente que lota estradas na busca dos locais de trabalho.

Perdemos a produção e pagamos caro pela importação interna do necessário à alimentação de 10 milhões de trabalhadores (ou desempregados) urbanos.

E todos nós pagamos caro pelos produtos das grandes extensões de terras do Brasil para chegarem como mercadorias baratas à China e outros em função da desvalorização do real. Os exportadores ganham mais em função da cotação em dólar. Falta mercadoria na mesa do brasileiro que não pode pagar a cotação dolarizada que enriquece os grupos dedicados ao comércio internacional.

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