CAIS DO PORTO

 

   GILBERTO NAHUM – 

Outra plataforma da Modec é interditada e Petrobras se cala.

 

Pela segunda vez em menos de dois meses uma plataforma da Modec, construída na Ásia para operar no Brasil, apresenta sérios defeitos e têm produção paralisada. Desta vez a Modec informou que as operações da plataforma FPSO Cidade de Santos, operada por ela a serviço da Petrobras nos campos de Uruguá e Tambaú, na bacia de Santos, foram suspensas após uma fiscalização de autoridades no dia 19 deste mês, apontar inconformidades na plataforma. Em agosto, a Modec já havia informado também que trincas foram encontradas no casco da plataforma FPSO Cidade do Rio de Janeiro. A suspensão das atividades da plataforma FPSO Cidade de Santos  foi resultado da Operação Ouro Negro, que realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas e é normalmente composta por órgãos como a Marinha, a reguladora ANP, o Ministério Público do Trabalho (MPT), o órgão ambiental federal IBAMA, dentre outros. Até agora a Petrobrás não se manifestou. Preferiu, como o avestruz, enfiar a cabeça no buraco e deixar o penacho pra cima esperando a ventania passar. Isso vem provar que o chulo argumento de que fabricar plataforma fora do Brasil era necessário pelos altos preços aqui cobrados e que no exterior havia melhores tecnologias, naufraga nas águas da bacias brasileira. Esses vendilhões da pátria que se instalaram na Petrobras a partir do governo Temer tendo Pedro Parente à frente da empresa e que tiveram continuidade com a entrada de Bolsonaro e seu assecla Paulo Guedes causaram enormes prejuízos à maior empresa nacional assim como aos estados produtores e ao País. A suspensão das atividades da plataforma FPSO Cidade de Santos  foi resultado da Operação Ouro Negro, que realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas e é normalmente composta por órgãos como a Marinha, a reguladora ANP, o Ministério Público do Trabalho (MPT), o órgão ambiental federal Ibama, dentre outros. A Modec informou que a equipe da embarcação está trabalhando para solucionar as pendências apontadas e retomar a operação da unidade o mais breve possível. Mas não informou detalhes sobre o prazo. Modec afirmou ainda que a plataforma segue com o número máximo de pessoas a bordo e que não houve desembarque em recorrência das inconformidades. O governo continua insistindo na politica de apoio às contratações de construção de plataformas no exterior pela Petrobras. E esse jogo de empurra e de irresponsabilidades ficou notório e explicitado na reunião que dirigentes do Sinaval que reúne os produtores de plataformas e navios com o Ministro de Estado da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, sobre a necessidade de retomada das contratações de plataformas, grandes navios e navios de Apoio Marítimo para os próximos anos pela Petrobras no Brasil –, o Ministro simplesmente tomou nota da solicitação e informou que, como o assunto não faz parte da pauta do Ministério da Infraestrutura, não tem como interferir na política de contratações da Petrobras, mas disse acreditar que, com a realização dos novos leilões, haverá demanda também para a produção no Brasil. Dessa forma o Sr. Ministro reconhece que não tem poder sobre a maior estatal subordinada a seu ministério e que ele se trata de nada mais nada menos de que um fantoche e pau mandado para cumprir os interesses bem claros do ministro entreguista Paulo Guedes. Pobre Brasil, pobre Petrobras.

A desconstrução dói

O engenheiro Ivan Fonseca fala sobre o mercado de desmontes de plataformas no Brasil: “Para que esse mercado se desenvolva plenamente no país é necessário que o mercado de reciclagem também se desenvolva, caso contrário ficará reduzido a venda de sucata cujo retorno econômico é menor. No caso do desmonte de unidades flutuantes como FPSO, FSO e plataformas SEMISUB, a viabilidade depende da adequação das instalações e dos custos operacionais dos estaleiros atuais cujas facilidades e instalações foram projetadas e construídas com a finalidade de construir e não desmontar. Com as carteiras de encomenda escassas é sem duvida uma alternativa possível. Para alguns idealistas será doloroso ver os diques secos ocupados para transformar unidades em sucata em vez de construí-las. E fala ainda se não ocorresse a quebra do setor: “Nos últimos 10/15 anos a média de construção de Unidades Flutuantes de Produção de petróleo foi de sete unidades por ano, com alguns picos de doze por ano. Ou seja existia a demanda e hoje a nossa indústria brasileira estaria apta a disputar o mercado para os próximos anos após terem sido entregues as unidades contratadas pela Petrobras”, finaliza.

Para o presidente da Petrobras, a indústria nacional que se exploda

Mais uma vez o Presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, se diz contrário a aprovação do projeto de lei que estabelece percentuais mínimos de conteúdo local em licitações de blocos para a exploração e produção de petróleo e gás natural. No dia 20 de agosto em um evento no IBP, Castello Branco já havia declarado que queria o fim da Partilha e do conteúdo local nos contratos de exploração. Para o presidente da Petrobras, as medidas não foram eficazes nos últimos anos e não contribuem para a busca da eficiência. Agora voltou a afirmar que caso o projeto de lei passe pelo congresso, que ele seria prejudicial ao mercado e engessaria os processos. Em recente reunião na Câmara dos deputados onde o executivo foi fazer lobby contra a fixação por lei de conteúdo local mínimo em licitações de petróleo e gás natural, ele mostrou claramente que a Petrobras é contrária a medida. Disse que entende a importância da questão do conteúdo local, mas avalia que isso não precisa estar na lei, porque vai gerar insegurança jurídica, principalmente para o investidor estrangeiro. Na prática, o projeto fixa em lei os percentuais mínimos de conteúdo local, que atualmente podem ser alteradas por decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), sem necessidade de aval do Legislativo. Os índices atualmente em discussão, em alguns casos, superam as exigências feitas atualmente, após as mudanças na política ocorridas durante o governo Temer.  Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados deve realizar audiência pública para discutir conteúdo local nas áreas exploratórias licitadas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A pauta é o PL 7401/2017, que recentemente recebeu relatório favorável do deputado Altineu Côrtes (PL/RJ), na Comissão de Minas e Energia (CME). O relatório de Altineu Côrtes prevê a fixação de índices tanto para projetos contratados por meio da partilha de produção quanto concessão. Em alguns casos, fixa em lei o que já é praticado e em outros eleva as exigências ou modifica a distribuição dos índices.

Allink faz 25 anos

A Allink empresa do grupo Wilson Sons tem todos os motivos para comemorar seus 25 anos de atividade: movimentou mais de 295 mil m3 em cargas no ano passado, aumento de 20% em relação a 2018. É uma das maiores empresas do Brasil especializadas no transporte de carga marítima consolidada (LCL) de importação e exportação. Pioneira no segmento Non Vessel Operator Common, oferece mais de 2.400 serviços diretos de carga marítima LCL. Atua de forma neutra sendo parceira dos agentes de cargas e despachantes aduaneiros, não atende diretamente a importadores e exportadores.

 

e-mail para a coluna : caisdoporto@atribunarj.com.br

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