Cadê a terceira via?

Nesse processo ainda ganhador de novos capítulos, pois o nome esperado para enfrentar a triste situação em que se encontra o país não apareceu até hoje, estamos assistindo o único embate pela chegada ao poder central no ano que vem, apenas entre Bolsonaristas e Lulistas. O tempo para encontrar um nome de consenso entre os pretendentes urge e, enquanto isso, Bolsonaro e Lula, autênticos representantes da direita e da esquerda, acreditam nos seus êxitos em 2022.

Tudo, porém, depende do personagem que será apresentado como terceira opção, pois, como se vê, tanto Lula como Bolsonaro não estão arregimentando totalmente a população de votantes. Verifica-se que o percentual de ambos em recente pesquisa mostra que suas performances para o próximo pleito dependerão muito de quem será o representante da terceira via, o qual, como sabemos, está sendo aguardado com muita expectativa. O país acaba de sofrer um grande golpe com a morte prematura do jovem prefeito de São Paulo. Bruno Covas poderia ser o cara que todos os brasileiros centrados estão à procura.

O moderado Bruno Covas poderia, mas, não pode mais. Nessa guerra de rivais da direita e da esquerda há de ser encontrada a figura em que a maioria abraçará e depositará suas expectativas para a próxima eleição de presidente do Brasil. Talvez, o atual Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um mineiro que aparece no cenário com grande esforço na construção de convergências, seria o que todos esperam para tal função, todavia, sua ligação com o presidente Bolsonaro para chegar ao cargo no Senado, atrapalharia todas as perspectivas. A não ser se o Senador der um grito de independência e se desvincule do Bolsonarismo. De político mineiro podemos esperar de tudo.

Do destemperado Ciro Gomes o eleitorado já se encheu. O cara ainda não caiu na real que suas atitudes tresloucadas não trazem segurança para quem vota. Atinge um pequeno percentual de votos de despreparados e não sai disso. No entanto, bom que se diga que Ciro, nesta quarta tentativa, deve saber muito bem, sobre a chegada do Lula ao Planalto em 2002, depois da quarta disputa. Com Abraham Lincoln também ocorreu o mesmo fato, nos EUA.

Um outro nome surgido após o início da pandemia, em 2020, foi o do então Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, demitido quando tinha 76% de aprovação no cargo. Foi deputado por dois mandatos, é bom de “bico” e sabe articular com desenvoltura. O que não se sabe é o juízo do eleitorado sobre ele. Sem jamais ser apresentado como candidato, o ex juiz e ex ministro Sérgio Moro apareceu bem nas pesquisas. O que se sabe mesmo é que como magistrado processou e prendeu toda a cúpula do PT, além de favorecer a vitória de Bolsonaro em 2018.

Fala-se também no nome do Senador Tasso Jereissati, um político equilibrado. Já foi governador do Ceará e é muito rico, com desejo de chegar ao Planalto. Pode haver uma composição com os outros nomes aqui apresentados, pois, verdadeiramente, o que existe de fato, são esses nomes sempre apresentados pela mídia, incluindo os governadores João Dória de São Paulo e Eduardo Leite do Rio Grande do Sul. Fora isso, não existe mais ninguém para superar essa mesmice de Lula e Bolsonaro. É o que temos. Desta feita, nenhuma liderança feminina deu o ar da graça.

É nesse contexto que estamos inseridos. A corrida presidencial tem apenas 14 ou 15 meses para definir qual é o candidato da terceira via em que depositarão suas esperanças de um Brasil melhor, sem radicalismo, sem ódio, sem ladrões do erário, sem ressentimentos, sem rachadinhas, sem mensalão, sem petrolão, e, claro, sem vírus. Toda força será fraca se não estiver unida. Na verdade, se cada um de nós fizer uma pequena parte, todos teremos feito uma grande obra.

Lamento, mas tem hora de escolher de que lado fica.

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