Cabral: Justiça ouve testemunhas sobre uso de helicóptero

O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 32ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, marcou para o próximo dia 19 de julho, às 14 horas, a continuação da Audiência de Instrução e Julgamento da ação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro contra o ex-governador Sérgio Cabral e sua esposa, Adriana Ancelmo, acusados pelo crime de peculato, pelo uso particular de helicópteros do Governo do Estado para transporte de familiares, funcionários, políticos e amigos.

Na primeira audiência, realizada ontem (26) foram ouvidas as primeiras sete testemunhas de acusação. Por solicitação dos réus, Cabral e Adriana foram dispensados de participar das audiências de depoimentos das testemunhas.

O MPRJ acusa Cabral de ter utilizado o helicóptero no mínimo em 2.281 voos particulares, durante seus dois mandatos como governador do Estado (2007- 2010 e 2011- 2014). Pelo mesmo crime, a ex-primeira-dama foi acusada de utilizar os helicópteros para voos privados, pelo menos 220 vezes. A maioria dos voos, segundo o MP, tinha como destino o condomínio Portobello, em Mangaratiba.

Na audiência desta terça-feira, prestaram depoimento como testemunhas seis pilotos de helicópteros que trabalhavam na época em que Cabral era governador e o procurador regional da República aposentado Cosmo Ferreira, autor da ação civil pública, ajuizada em 2013, pedindo o ressarcimento ao erário dos recursos gastos por Cabral com voos irregulares.

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