Cabo Frio quer sediar o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1

O automobilismo brasileiro pode ganhar uma nova casa no Estado do Rio de Janeiro. De acordo com a coluna Radar, do site Radar do site da Revista VEJA, a cidade de Cabo Frio deseja construir um autódromo para sediar o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, devido à polêmica envolvendo a concessão da licença ambiental para a construção do autódromo de Deodoro, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

O município ofereceu uma área de dois milhões de metros quadrados, que foi desapropriada e licenciada. A candidatura da cidade da Região dos Lagos foi apresentada ao governador interino do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, para ser uma alternativa diante das “notícias sobre a dificuldade de instalação de autódromo na cidade do Rio de Janeiro”.



O local onde ficaria o autódromo e a forma de investimento ainda são um segredo muito bem guardado. Uma das alegações para levar a Fórmula 1 para Cabo Frio e fazer o Governo do estado apoiar o projeto é o turismo. Segundo a Prefeitura, toda a região seria beneficiada. Outro fator é a localização geográfica de Cabo Frio, que fica a cerca de 150 km do Rio e a 600 km de São Paulo.

“Estamos entrando na briga. Temos uma estratégia melhor que a do Rio de Janeiro e temos todas as condicionantes favoráveis. Agora é só o tempo, os projetos e a organização”, declarou uma das fontes ouvidas.

O principal entrave para a construção do autódromo em Deodoro é a liberação da licença ambiental para a realização das obras na Floresta do Camboatá. O Instituto Estadual do Ambiente do Rio (Inea) deu um parecer técnico em 27 de outubro, apontando uma série de inconsistências no estudo de impacto ambiental apresentado pela Prefeitura do Rio no terreno, que foi cedido pelo Exército.

Ainda segundo a reportagem da Veja, no último dia 4 a Procuradoria do Inea determinou na apresentação de novos estudos. Escolhido em 2019, o consórcio Rio Motorspark seria o responsável pelo investimento privado.

O GP do Brasil é realizado no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, desde 1990. Entretanto, a edição deste ano foi cancelada por causa da pandemia de Covid-19. A abertura das negociações com outras cidades acontece porque o contrato para a realização da corrida em São Paulo terminou em 2020.

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