Brizola Neto se defende de acusação de envolvimento em corrupção

Anderson Carvalho

O ex-candidato a prefeito de São Gonçalo pelo PDT no último pleito, Brizola Neto, veio a público defender-se da acusação de qualquer envolvimento em suposto esquema de corrupção para liberar crédito da Caixa Econômica Federal (CEF), investigado pela Polícia Federal na Operação Cui Bono. Esta vasculhou no último dia 13 a sede da Caixa em Brasília, imóveis do ex-ministro Geddel Vieira Lima, na Bahia, e endereços no Paraná e em São Paulo. O nome do ex-ministro do Trabalho e ex-prefeitável foi citado.

Os documentos da PF mostram que o objetivo do esquema era beneficiar empresas com liberações de créditos em troca de propina. Para a PF e o Ministério Público Federal, o esquema foi utilizado também para beneficiar partidos e políticos. As mensagens trocadas entre os envolvidos revelam a interação com integrantes do governo federal em 2012. No dia 23 de maio daquele ano, Lucio Bolonha Funaro, suspeito de ser operador do esquema, pergunta a Fábio Cleto, vice-presidente de Fundos e Loterias da Caixa, se ele se reuniu com o então ministro do Trabalho, Brizola Neto, conforme investigação da PF.

Brizola Neto divulgou nota negando envolvimento no caso. “Jamais mantive qualquer contato pessoal com o Sr. Fábio Cleto e nunca tratei com ele qualquer questão, exceto nas reuniões públicas do Conselho Curador do FGTS (que presidia como Ministro do Trabalho e Emprego), onde o Sr. Fábio Cleto tinha assento como vice presidente da Caixa Econômica Federal. Não conheço o Sr. Lucio Bolonha Funaro e nunca tive qualquer contato pessoal ou profissional com ele”, disse um trecho da nota.

Sobre o deputado federal cassado Eduardo Cunha – preso em 19 de outubro do ano passado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato – Brizola Neto disse que teve apenas conversas institucionais. “No período em que estive a frente do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE o senhor Eduardo Cunha era líder do PMDB na Câmara dos Deputados e tive com ele conversas institucionais sobre matérias de interesse do MTE que tramitavam na Câmara dos Deputados (PEC das Domésticas e PEC do Trabalho Escravo, dentre outras). A substituição do Sr. Paulo Eduardo Cabral Furtado como Secretário Executivo indicado pelo MTE no Conselho Curador do FGTS foi feita atendendo à recomendação da Controladoria Geral da União encaminhada ainda antes da minha posse, conforme trecho do Relatório de Gestão Anual da Controladoria Geral da União – CGU de 2011 sobre o Ministério do Trabalho e Emprego”, disse o documento.

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