Briga por uso de máscara termina com passageiro esfaqueado

Uma discussão em um coletivo terminou com um passageiro esfaqueado no bairro do Alcântara, em São Gonçalo. O motivo da violência ocorrida ontem (8) à noite envolvendo o motorista do ônibus seria a insistência de um passageiro em não usar a máscara, o objeto que ajuda na prevenção contra a disseminação do coronavírus diante da pandemia. De acordo com informações preliminares, o crime ocorreu na linha 040 (Apolo x Fazenda) da viação Tanguá. Após o fato, o motorista, mesmo ferido, deixou o local. O passageiro foi levado para ser socorrido no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. De acordo com informações ele encontra em estado grave, entubado no centro de trauma da unidade. O caso é investigado pela 74ª DP (Alcântara).

“Tudo ainda é muito prematuro. Nós não temos muitas informações. Já temos a identificação do motorista. Ontem tivemos com o despachante da empresa na delegacia e solicitamos as imagens das câmeras do ônibus. Nós esperamos que o motorista se apresente para maiores esclarecimentos. Agora, caso contrário e nas imagens for comprovado que ele agiu de forma deliberada atacando e se evadindo do local será pedida a prisão dele”, informou o delegado titular da 74a DP, Lauro Rangel.

Através de nota, a Expresso Tanguá declarou que: “lamenta profundamente o ocorrido e repudia qualquer ato de violência. A empresa está apurando os fatos e está à disposição para colaborar tão logo seja acionada pela equipe de investigação da polícia. A empresa também está acompanhando o estado de saúde do passageiro”.

O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac), também se pronunciou sobre a questão.

“Desde o início da pandemia o sindicato tem avisado as autoridades públicas, inclusive as autoridades de segurança que não é papel dos rodoviários fiscalizar as medidas de distanciamento social e nem o uso de equipamentos de proteção individual, o EPI. Isso é papel da polícia, isso é papel das guardas municipais. O sindicato avisou que iria ter conflitos por conta disso porque muitos passageiros reagem com violência quando o rodoviário os chama atenção e o rodoviário é só um trabalhador que vai cumprir a sua missão. Fiscalização é papel do Estado. Fazemos mais uma vez o apelo para que a fiscalização seja feita por aqueles que a devem fazer com operações nos terminais, nas vias de maior circulação de veículos para que cenas lamentáveis como essa não se repitam”, enfatizou o presidente do sindicato, Rubem dos Santos Oliveira.

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