Brasileiros têm o hábito de guardar dinheiro

Raquel Morais –

Caixa. Cofre. Carteira. Poupança. O que essas palavras soltas têm em comum? São alguns locais que as pessoas costumam guardar dinheiro. Seja em uma economia planejada ou de forma despretensiosa, o hábito de poupar está presente em 34% dos brasileiros. O dado foi divulgado através do Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Para quem junta dinheiro, 12% estipulam o valor a ser poupado e 22% guardam o que sobra do orçamento, segundo a entidade.

Segundo nota, entre os brasileiros que não pouparam nenhum centavo, 40% justificaram o fato pela renda muito baixa, 17% por não terem nenhuma fonte de renda, 16% por terem sido surpreendidos por algum imprevisto e 13% por não terem controle dos gastos e disciplina para guardar dinheiro. “O alto desemprego e a queda da renda de fato pesam, mas também há negligência com as próprias finanças. Um controle adequado do orçamento pode fazer a diferença entre ter e não ter dinheiro sobrando no fim do mês. O hábito de poupar afasta o mau hábito de gastar mais do que se ganha, e assim, aos poucos, o consumidor cria uma reserva de emergência. É necessário fazer uma avaliação do orçamento, identificando o que pode ser cortado. Muito provavelmente, para montar uma reserva financeira, o consumidor terá de abrir mão de algo”, comentou a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

A aposentada Ana Cristina Morais, de 61 anos, tem o costume de juntar moedas. Mas o hábito tem data e limite a serem atingidos e, com essa disciplina, ela já conseguiu juntar R$ 600. “Com esse dinheiro eu fiz uma viagem. Tenho dois cofres, um para as moedas de baixo valor e outro só para as de R$ 1. As moedas geralmente são descartadas facilmente, mas com esse cofrinho elas têm destino certo. Coloco um objetivo e vou juntando até conseguir fechar um cofre de moedas”, brincou a niteroiense.

E para quem junta em locais que podem ser facilmente acessados, o indicador ainda revela que 49% das pessoas que têm economia guardada tiveram que usar esse valor. Os principais motivos foram imprevistos (14%), alguma compra (13%) e pagamento de dívidas (11%), em média o valor poupado em dezembro foi de R$ 571,91. Segundo nota 57% colocaram o dinheiro na poupança, 27% guardam em casa e 17% deixam na conta corrente.

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