Brasileiros fazem história com sétima participação nas Olimpíadas

Tóquio 2020

Nas Olimpíadas de Tóquio quatro atletas brasileiros já estão fazendo história, ao alcançar a sétima participação em Jogos Olímpicos. Formiga, Jaqueline Mourão, Robert Scheidt e Rodrigo Pessoa se tornam os atletas brasileiros com mais presenças na competição. São quatro lendas do esporte brasileiro, cada um com uma história importante nas competições.

Por sua capacidade de trabalho, pelo contributo para a equipe, Miraildes Maciel Mota tinha por volta de 13 ou 14 anos de idade quando começou a ser tratada por Formiga, em Salvador, onde nasceu e cresceu. Mesmo sem aprovação da própria e com algumas brigas pelo meio, o nome ficou. Nem ela pensaria que 30 anos depois poucos conhecessem Miraildes, mas todo o mundo soubesse quem é Formiga, a jogadora de futebol que se prepara para representar o Brasil pela sétima vez em Jogos Olímpicos.

O histórico do velejador Robert Scheidt é digno de um museu, mas aos 48 anos de idade a mentalidade é olhar em frente e se desafiar. Tem 10 títulos mundiais na classe Laser e três na classe Star, é tricampeão Pan-Americano no Laser e recordista brasileiro de medalhas Olímpicas. Atualmente vive e treina no Lago de Garda (Itália), um dos melhores planos de água do mundo. Daí fica mais fácil aceder às competições, muito centradas na Europa.

Jaqueline Mourão desafiou as probabilidades e em Tóquio 2020 entra na lista dos atletas com sete presenças em Jogos Olímpicos, 13 anos após a última presença no mountain bike, já que pelo meio trocou o calor pelo frio, esquiando com as melhores do mundo do biatlo e do cross-country, esportes populares sobretudo nos países escandinavos e do leste europeu. A atleta natural de Belo Horizonte é, acima de tudo, embaixadora do esporte do Brasil. Já foi porta-bandeira na Cerimônia de Encerramento de Vancouver 2010, na Cerimônia de Abertura de Sochi 2014 e medalhista de bronze nos Jogos Pan-americanos Lima 2019.

Rodrigo Pessoa é uma lenda dos saltos de cavalo: campeão Olímpico em Atenas 2004 na prova individual – a primeira medalha de ouro da história do hipismo brasileiro, bronze em Atlanta 1996 e Sydney 2000 por equipes, campeão mundial e tricampeão da Copa do Mundo. Aos 48 anos de idade e depois da estreia em Barcelona 1992, quando ainda era um teenager promissor com somente 19 primaveras cumpridas, Rodrigo Pessoa protagoniza um regresso inesperado ao palco Olímpico em Tóquio 2020 após não competir na Rio 2016.

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