BrasilAmarras desmente demissões e repudia atitude de sindicato

Wellington Serrano

Único fabricante de linhas de amarração para a indústria offshore que opera em território brasileiro a Companhia Brasileira de Amarras – BrasilAmarras enviou ontem nota de repúdio à informação de que a empresa encerrará as suas atividades neste mês numa resposta à reportagem publicada por A Tribuna, na edição da última terça-feira (07), em entrevista com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói, Edson Rocha, que cogitou a confirmação da demissão de 150 funcionários da empresa devido à falta de investimentos da Petrobras, que buscaria na China os acessórios e serviços de amarras.

Na nota, a empresa confirma a participação de licitação para fornecimento de amarras para plataformas de exploração de petróleo e sinaliza que “a política conduzida pela Petrobras contra a prerrogativa do Conteúdo Local em favorecimento às concorrentes estrangeiras, o que poderá comprometer seriamente não somente os resultados da BrasilAmarras nos próximos anos, como a sobrevivência da indústria off shore brasileira como um todo”.

Mesmo com o grande impacto no desenvolvimento da empresa, o diretor-geral da multinacional, Murilo Oliveira, enfatiza que não haverá cortes. “Perante este cenário, a BrasilAmarras permanece buscando o diálogo comercial com esta estatal e adotará reajustes no seu plano diretor no esforço de continuar contribuindo para o crescimento da indústria fluminense e do país”, disse no texto da nota.

Segundo o diretor, as especulações do sindicato repercutiram entre os acionistas da empresa nos EUA e na Europa. “O jornal deu uma divulgação ao assunto a nível mundial e isso preocupou nossa diretoria, que defende os interesses de nossos colaboradores”, disse Murilo.

Procurado, o Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e Itaboraí não se pronunciou sobre a nota de repúdio da BrasilAmarras. A entidade só veio a público nesta terça-feira (07) através também de nota de repúdio as declarações da Petrobras S/A na ação judicial que tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, divulgadas em matéria pelo site Brasil Energia Petróleo, e que tratam sobre a concessão para empresas estrangeiras da construção das FPSOs de Libra e Sépia. “A empresa tenta desqualificar a mão de obra brasileira como justificativa para entrega das obras para empresas multinacionais”, afirma o sindicato.

O sindicato reafirmou que os trabalhadores metalúrgicos do Brasil, em especial de Niterói, são totalmente qualificados e aptos a desenvolverem projetos em tempo recorde em total condição de igualdade em possíveis concorrências com a mão de obra internacional. A Petrobras, até o fechamento da edição, não se pronunciou mais uma vez sobre o assunto.

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