Brasil Offshore movimenta R$ 140 milhões em Rodada de Negócios

Em contagem regressiva para a 14ª rodada de licitações para os 287 blocos de exploração, em setembro, empresas de Óleo e Gás de diversos portes voltaram a aquecer o mercado na expectativa da retomada dos investimentos nos próximos meses. Prova disso é o resultado da 9ª Rodada de Negócios da Brasil Offshore 2017, maior feira do segmento no país, que terminou nesta sexta-feira, em Macaé.

Em dois dias de negociações, a Rodada de Negócios gerou investimentos acima dos R$ 140 milhões. Para Bruno Musso, Diretor Geral da ONIP, os resultados foram bastantes significativos. “Não esperávamos para o momento este volume em expectativas de negócios”.

Até o final da feira estão previstos mais R$ 30 milhões em negócios e a estimativa de geração de R$ 70 milhões de investimentos para os próximos meses. “Trouxemos mais que negócios à região. Trouxemos esperança e entusiasmo ao setor”, analisa Daniel Pereira, gerente da Brasil Offshore.

As rodadas de negócios foram realizadas por três instituições especializadas em aproximar compradores e vendedores: a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio de Janeiro (Sebrae-RJ) e a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), com o apoio da Reed Exhibition, organizadora da feira.

Feira reúne inovações para o setor de óleo e gás
A Brasil Offshore aposta no crescimento, inovação e renovação do mercado. Por isso, durante a feira, expositores e compradores qualificados tiveram acesso a novas tecnologias que estão sendo desenvolvidas por futuros profissionais do mercado de óleo e gás. No estande do projeto #Inovareaprender, em prática desde 2014, estudantes de robótica da rede municipal de ensino de Macaé estão apresentando soluções que estão chamando atenção dos compradores.

“Projetamos soluções que podem ser utilizadas no mercado de Óleo e Gás. Alguns exemplos são o robô que pode ser acionado em caso de resgates e incêndios nas plataformas e um sensor que detecta o que tem ao redor do profissional, evitando acidentes”, conta Tulio Fogagnoli, de 16 anos, sobre os protótipos que estão atraindo os olhares das empresas. A expectativa é que as ferramentas sejam produzidas em larga escala.
Com 40 mil metros quadrados, 550 marcas expositoras e 27 horas de programação, a Brasil Offshore ofereceu uma extensa agenda de negócios e capacitação para os profissionais do setor.

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