Brasil atinge 600 mil mortos refletindo quantas vidas poderiam ter sido salvas

Em ritmo de desaceleração dos casos de Covid-19 no Brasil, o país chegou à marca de 600 mil mortos na sexta-feira (8), de acordo com o consórcio de veículos de imprensa. Só em 2021, o país já atingiu a marca de 400 mil mortos. Ou seja, o dobro de óbitos atingidos de março a dezembro de 2020, quando o país estava chegando as 200 mil perdas em decorrência da Covid-19.

A última atualização dos números do consórcio, na sexta-feira (8), indicava 600.493 óbitos confirmados, contando com 628 óbitos confirmados entre quinta-feira (7) e sexta-feira (8). O número de casos confirmados entre quinta-feira (7) e sexta-feira (8) chegou a 17.790, o que totaliza 21.550.000 pessoas infectadas. Após 12 dias de estabilidade, a média móvel de mortes obteve queda.

BRASIL RECUSOU DOSES QUE PODERIAM SALVAR VIDAS

Ainda em maio de 2020 começaram as negociações para que o país adquirisse 70 milhões de doses do imunizante Pfizer. O governo recebeu sete propostas para a compra, mas de acordo com o relato feito à CPI da Covid pelo ex-presidente da Pfizer no Brasil, Carlos Murillo, o governo recusou todos.

Segundo ele, a 1º oferta do laboratório para o governo do Brasil, mais especificamente ao Ministério da Saúde, foi feita em 14 de agosto de 2020. A proposta era de 2 contratos que somavam 100 milhões de doses, das quais 1 milhão já seriam entregues em 2020.


14 de agosto – 1ª oferta:
500 mil para 2020;
1,5 milhão para o 1º trimestre de 2021;
5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
14 milhões (contrato de 30 mi) e 33 milhões (contrato de 70 mi) para o 3º trimestre de 2021;
9 milhões (contrato de 30 mi) e 30 milhões (contrato de 70 mi) para o 4º trimestre de 2021;

18 de agosto – 2ª oferta:
1,5 milhão para 2020;
1,5 milhão para o 1º trimestre de 2021;
5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
14 milhões (contrato de 30 mi) e 33 milhões (contrato de 70 mi) para o 3º trimestre de 2021;
8 milhões (contrato de 30 mi) e 29 milhões (contrato de 70 mi) para o 4º trimestre de 2021;

26 de agosto – 3ª oferta:
1,5 milhão para 2020;
2,5 milhões (contrato de 30 mi) e 3 milhões (contrato de 70 mi) para o 1º trimestre de 2021;
8 milhões (contrato de 30 mi) e 14 milhões (contrato de 70 mi) para o 2º trimestre de 2021;
10 milhões (contrato de 30 mi) e 26,5 milhões (contrato de 70 mi) para o 3º trimestre de 2021;
8 milhões (contrato de 30 mi) e 25 milhões (contrato de 70 mi) para o 4º trimestre de 2021;

11 de novembro – 4ª oferta:
2 milhões para o 1º trimestre de 2021;
6,5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
32 milhões para o 3º trimestre de 2021;
29,5 milhões para o 4º trimestre de 2021;

24 de novembro – 5ª oferta:
2 milhões para o 1º trimestre de 2021;
6,5 milhões para o 2º trimestre de 2021;
32 milhões para o 3º trimestre de 2021;
29,5 milhões para o 4º trimestre de 2021;

15 de fevereiro – 6ª oferta:
8,7 milhões para o 2º trimestre de 2021;
32 milhões para o 3º trimestre de 2021;
59 milhões para o 4º trimestre de 2021;

8 de março – 7ª oferta:
14 milhões para o 2º trimestre de 2021;
86 milhões para o 3º trimestre de 2021;

LINHA DO TEMPO DE ÓBITOS

Desde que a pandemia começou, em março de 2020, o país levou 149 dias para chegar aos 100 mil óbitos, registrando o número no dia 08 de agosto de 2020. Já a marca de 200 mil mortos foi atingida no dia 07 de janeiro de 2021.
Em pouco mais de dois meses, no dia 24 de março deste ano, o país totalizou 300 mil mortes.
Os 400 mil óbitos vieram ainda mais rápido, no dia 29 de abril de 2021.
Atualmente são 600.493 óbitos, registrados na sexta-feira (8).
Em dez meses de 2021, o país registrou o dobro de óbitos dos nove meses de pandemia do ano de 2020. Foram quase 200 mil mortes de março/2020 a dezembro2020. Já em 2021, o país alcançou 400 mil perdas de janeiro a outubro.

NÚMERO DE VACINADOS NO PAÍS

Os totalmente vacinados chegam a 46% no Brasil, representando 98.258.535 milhões de pessoas com o esquema vacinal completo. No entanto, o Brasil se mantém como o 3º país em maior média de mortes diárias, revelando um futuro incerto.
Os que tomaram a primeira dose – e estão parcialmente imunizados – são 149.167.255 pessoas, o que corresponde a 69,93%% da população.
A dose de reforço foi aplicada em 2.208.662 pessoas (1,04% da população).
Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, o total de vacinas aplicadas soma 249.634.452, desde o começo da vacinação.

COVID NITERÓI

Segundo a Prefeitura de Niterói, a média móvel de óbitos em 4 semanas chegou a 38 pessoas no total, e, desde o início da pandemia, acumulou-se 1.271 óbitos no geral. No entanto, Niterói avança em esquema vacinal e conta com 100% da população adulta (+18 anos) vacinada com a 1ª dose.

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