Bolsonaro faz live com máscara e diz que ainda não tem sintomas do Covid-19

No fim da tarde de ontem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ao realizar sua live semanal, apareceu ao lado do ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta, chamou a atenção. Dessa vez, ele apareceu com máscara, assim como os outros participantes da transmissão. Durante o vídeo ao vivo, Bolsonaro informou que o resultado do teste que realizou para detectar se está infectado com o novo coronavírus, ainda não saiu. De acordo com o presidente, ele ainda não apresentou sintomas de infecção pela Covid-19.

Após voltar de viagem dos Estados Unidos, onde esteve ao lado do secretário de comunicação, Fabio Wajngarten, o presidente passou a ser monitorado devido ao fato do secretário ter testado positivo com coronavírus. No início do vídeo, Bolsonaro afirmou que a covid-19 não possui “uma grande letalidade”, mas apresenta risco maior para pessoas acima de 60 anos como ele. Há alguns dias, ele falou que muito do que era noticiado sobre coronavírus “era mais uma fantasia”.

“(Esse vírus) Não tem uma grande letalidade, mas quem tem mais de 60 anos aumenta um pouquinho, na base de 15%. Pessoas acima de 60 anos, que é o meu caso, podem ter mais complicações”, declarou.

“A gente pede a Deus que esse problema logo dissipe aqui no nosso país e a gente volte à normalidade. Problemas estamos tendo pela frente: a questão da bolsa de valores, que despenca, dólar que sobe; isso está acontecendo no mundo todo”, disse.

Primeiro caso no Planalto

O secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, testou positivo para o novo coronavírus. Ele aguarda, agora, o resultado da contraprova de um exame realizado em São Paulo. O presidente Jair Bolsonaro já realizou exames para ver se também contraiu a doença. Ele é monitorado e, por completar 65 anos no próximo dia 21, precisa de atenção especial. O diagnóstico de Wajgarten ainda não faz parte da estatística.

Pouco antes de embarcar para o Rio Grande do Norte, onde participaria de anúncios de estímulo à economia local, o presidente Jair Bolsonaro cancelou a viagem a Mossoró e decidiu permanecer em Brasília. O ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que já estava no estado potiguar para a agenda de governo, afirmou que “infelizmente, tivemos que adiar esse nosso encontro em função de razões de segurança sanitária”. A decretação da Organização Mundial da Saúde de uma pandemia mundial, nos obriga a ter uma maior segurança com a figura do presidente da República e com as pessoas que estão no seu entorno”, disse o ministro.

No fim da noite de ontem, em rede nacional, o presidente minimizou o impacto do novo coronavírus, mas sugeriu que as manifestações populares previstas para o próximo domingo sejam adiadas por conta do novo coronavírus. As manifestações têm entre seus motes protestos contra Legislativo e o Judiciário. Para Bolsonaro, mesmo sem as manifestações são um “recado” que já foi passado ao Congresso.

Fabio Wajgngarten é o primeiro caso confirmado de COVID 19 no governo Bolsonaro. Ele acompanhou o presidente em uma viagem aos Estados Unidos no último sábado e começou a apresentar sintomas gripais assim que retornou ao Brasil. Nos Estados Unidos, Bolsonaro se reuniu com o presidente Donald Trump e participou de um jantar com o governante americano.

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