Black Friday ou Fraude?

Aline Balbino

Faltam apenas duas semanas para mais uma edição da Black Friday, dia de maior promoção no país. A data importada caiu no gosto dos compradores e apresenta volume crescente de negócios a cada ano, um aumento de 76% comparando 2015 com 2014, e tem também funcionado como uma antecipação das compras de Natal, evitando correrias e riscos nos prazos de entrega na última hora. Com o alvoroço de produtos mais baratos, muita gente não percebe e acaba comprando gato por lebre.

Segundo o Procon, no ano passado as maiores reclamações dos consumidores foram com relação a propaganda enganosa, aumento do valor no fechamento da compra online e indisponibilidade do produto anunciado. Na Black Friday do ano passado foram realizadas 110 reclamações e denúncias por consumidores por meio do Procon Online e do telefone 151 em Niterói.

A babá Danielle da Silva, de 31 anos, está prestar a se casar e já está procurando os móveis para a casa nova. Ela está atenta aos preços para não cair novamente em fraudes.

“Eu já caí numa dessas fraudes de Black Friday. Estou pesquisando preços e vendo o que comprar para minha casa. Como estou montando tudo, vou precisar ver os preços para não cair em furada”, disse.

Segundo Luiz Antonio Sacco, diretor-presidente da SafetyPay, empresa provedora de soluções para pagamentos à vista, chama a atenção dos consumidores quanto a alguns cuidados que devem ser observados para que a sonhada experiência não se torne um pesadelo. Ele sugere que sempre desconfiar de ofertas arrasadoras.

“Mesmo tratando-se de uma Black Friday desconfie de ofertas arrasadoras de empresas desconhecidas. Cheque a reputação da empresa, dados como razão social, nome da empresa, número do CNPJ, endereço e telefone para contato são informações que ajudam a verificar a existência e a idoneidade da empresa”, disse.

Os valores das multas para empresas envolvidas em fraudes são bem salgadas, variando entre R$ 600 e R$ 9 milhões.

Confira outras dicas:

– Atente-se à patente do site em relação à segurança, verificando se a página apresenta os principais certificados que garantem credibilidade.
– Exija nota fiscal. É um meio eficaz de indicar quando a compra foi realizada e quem é o responsável pela venda.
– Não abra links desconhecidos recebidos em e-mails.
– Busque informações sobre a empresa responsável pela etapa final de pagamento e o número de checagens que comprovem a credibilidade para compra
– Compre apenas em lojas online que possuem em sua página o contato do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).

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