Biometria facial deverá começar em 45 dias

Aline Balbino

Uma nova medida de evitar fraudes no uso do Bilhete Único passará a valer dentro de 45 dias. A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) está fazendo os últimos testes em coletivos para iniciar a instalação do aparelho de biometria facial nos ônibus de Niterói. A biometria facial trata-se de uma câmera instalada próximo ao validador do cartão que identificará se o usuário é realmente o proprietário do cartão. A Fetranspor estuda agora uma maneira de cadastrar os milhares de usuário do benefício, inclusive dos cartões sociais. Acredita-se que o modo mais simples de cadastro seja o autocadastro.

Os estudos começaram este ano e a Federação já conseguiu identificar que 30% dos usuários que portavam os cartões no momento do embarque não eram, de fato, os reais donos. Encontrar pessoas fraudando a utilização do Bilhete Único não é difícil. Nos pontos de ônibus em frente ao terminal de Alcântara, em São Gonçalo, é fácil encontrar diversas pessoas oferecendo cartões em troca de dinheiro. O trâmite é fácil. O fraudador passa um cartão de outra pessoa e o passageiro entrega-lhe o dinheiro. Muitas vezes essa quantia é bem melhor que o valor real da passagem.

“Aqui na Rio Minho não é comum ver pessoas fraudando. Mas, por exemplo, quando a pessoa passa o dedo no sistema biométrico por quatro vezes e não autoriza a passagem, nós motoristas temos que autorizar. Acho que o novo sistema impedirá muitas pessoas de cometerem esse tipo de crime”, disse o motorista Oliveira Gomes.

Marcio Coelho Barbosa, superintendente do Setrerj, é a favor da instalação do novo sistema que não desativará o atual. “Mais uma vez é a tecnologia sendo utilizada em beneficio do usuário do transporte público. A biometria facial vai oferecer ao real beneficiário a possibilidade de utilizar seu cartão, de forma ágil e prática, sem constrangimentos. Ao mesmo tempo, não haverá mais a possibilidade de fraude, que tanto onera o poder público, e, em última instância, o cidadão”.

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