Bicho Solto promove sua oficina de percussão no Casarão

A sonoridade dos instrumentos de percussão ao alcance de todos no Casarão Vila Real, no Gragoatá. Essa é uma das propostas da Escola de Percussão do Bloco Bicho Solto, que fixa suas raízes na cidade e traz para Niterói (e o que é melhor, ensina) todos os segredos e técnicas para dominar os atabaques, repeniques, tamborins, chocalhos, bumbos, tambores, tarol e outros da mesma “família” instrumental. Pela procura no aulão inaugural, na última quarta-feira, com a participação de mais de 50 pessoas de várias idades, já deu pra perceber que foi amor à primeira vista. Então, está combinado: tem vaga e toda quarta-feira, às 19h30min, a oficina de percussão vai bombar na Rua Alexandre Moura, 59, em São Domingos.

“A oficina é realizada pelos integrantes do Bloco Bicho Solto, que ministram essas aulas e o conhecido o percussionista Sapo (Leandro Mansur) é o responsável direto. Quem administra é o Victor Correia (gerente do projeto). É só procurá-lo no Casarão. A procura será muito grande. Nosso intuito é fomentar a cultura em Niterói, e como essa casa não tem igual para esse tipo de oficina. A proximidade com o Centro, no sentido de deslocamento, facilita muito”, explicou o proprietário do Casarão, Luiz Eduardo.

Ele acrescenta que o perfil daqueles que estão buscando a oficina é variado. A maioria trabalha e une a atividade laboral com o cultural. Outros, porém, querem aprender e praticar por hobby e entretenimento mesmo.

“Vários daqueles que vão passar (ou passaram) pela oficina têm a possibilidade de integrar a própria Banda Bicho Solto após um processo de seleção”, afirmou.

Leandro Mansur, o Sapo, disse que também planeja oficina para o público infantil. Ele lembra que a banda passeia por todos os ritmos, de diferentes tribos.

“Representamos Niterói pelo Brasil, com um repertório extremamente eclético, tocamos vários sucessos, de diferentes tribos. Embora tenhamos, em nosso repertório, clássicos da música brasileira, principalmente anos 90, fazemos um show atual, com sofisticação, qualidade e profissionalismo. Com isso, dialogamos com todas as idades, tribos, e gostos”, afirmou.

Ele disse ainda que há quatro anos realiza escola de percussão para adultos, sempre tentando ajustar as aulas para a criançada, além de formar a bateria mirim.

“Infelizmente nunca conseguimos abertura nas escolas públicas e nas comunidades por causa da burocracia. O projeto tem o objetivo formar uma bateria infantil, atraindo as crianças após as aulas, ensinando e educando através da música. A definição da música na educação infantil passa pelas atividades que oferecem inúmeras oportunidades para que a criança aprimore sua habilidade motora, aprenda a controlar seus músculos e mova-se com desenvoltura. A criança aos poucos vai formando sua identidade, percebendo-se diferente dos outros e ao mesmo tempo buscando integrar-se com os outros. A partir do momento em que a criança entra em contato com a música, seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai envolver também o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua volta de forma prazerosa. Sua interação e relações sociais serão marcados através deste contato e sua cidadania será trabalhada através dos conceitos que são passados através das músicas”.

Bicho Solto
A história do Bicho Solto teve início em 2006 quando Emerson Moreno (vocalista) e um amigo tiveram a ideia de montar uma banda. Eles precisavam de mais parceiros para embarcar nessa. Convidaram Leandro Mansur (percussionista) e alguns músicos, que não fazem mais parte da atual formação. O fato da banda ser formada por vários iniciantes em nada atrapalhou. O Bicho Solto começou tocando em pequenos eventos, que começaram a ficar cada vez mais cheios. O Life Style ajudou bastante, todos praticantes de esportes e frequentadores da praia de Itacoatiara faziam com que a popularidade deles ajudasse na divulgação da banda.

O resultado logo apareceu, as pessoas foram gostando e o Bicho Solto começou a formar seus fiéis seguidores. O que antes era um show no estilo acústico agora passava pra uma formação de “Big band” com bateria, guitarra e instrumentos de sopro. Era hora de investir, não cabia ali ficar “em cima do muro”. O sonho foi ganhando ainda mais realismo quando a banda se viu tocando em shows com grandes referências, como Marcelo D2, Seu Jorge, Jorge Benjor, Paralamas do Sucesso, Preta Gil e etc.

Em 2011 a banda lançou seu primeiro CD, com produção de Hiroshi Mizutani, e contou com participação especial do também niteroiense Cláudio Zoli.

Três anos depois lançou seu primeiro clipe, Slow Motion. E no final de 2017 começou a produzir seu primeiro DVD acústico na Praia de Itacoatiara, lançado em 2018.

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