Bebê esquartejado: Justiça converte prisão da mãe em preventiva

A Justiça converteu o flagrante da suspeita de matar o próprio filho recém-nascido, na cidade de Itaboraí, em prisão preventiva. A decisão, assinada pela juíza Rachel Assad da Cunha, foi tomada durante audiência de custódia, realizada na última sexta-feira (13). A mulher foi presa em flagrante, na última terça-feira (10), após policiais encontrarem o corpo da criança abandonado e esquartejado próximo a uma lixeira, na comunidade do Rato Molhado.

A magistrada justifica a decisão devido á gravidade do crime ao qual a mulher é acusada, alegando que, mantê-la em liberdade, iria de encontro à “garantia da ordem pública, sobretudo porque crimes como esse comprometem a segurança de moradores da cidade de Itaboraí”. Além disso, a prisão preventiva deve “resguardar a instrução processual, em especial porque se trata de crime de homicídio, que impacta diretamente nas pessoas envolvidas ou que tenham presenciado os fatos”, complementa a juíza.

Ainda durante a audiência, a magistrada negou pedido de liberdade provisória feito pela defensora pública encarregada de representar a acusada. “A primariedade, por si só, não confere o direito à liberdade. Além disso, não restaram comprovados residência fixa e atividade laborativa lícita”, prossegue a juíza, em sua decisão, na qual salienta que ainda há testemunhas a serem ouvidas, durante a instrução do processo.

Durante a audiência, outros detalhes da dinâmica da descoberta do caso foram expostos, como por exemplo o momento em que policiais encontraram a mãe da suspeita, avó da criança, lavando tecidos sujos de sangue. Questionada pelos agentes, ela afirmou que a filha teria se machucado. Em seguida a acusada foi encontrada e, perguntada se havia tido parto recentemente, disse que “não saber que havia dado luz a uma criança”.

Após a audiência e conversão do flagrante em prisão preventiva, a mulher foi encaminhada ao sistema prisional, onde ficará á disposição da Justiça. Ela responderá pelo crime de vilipêndio a cadáver. As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSG). Exames ainda irão apurar em que circunstâncias o recém-nascido teve os membros separados do corpo.

Rastro de sangue

Na manhã dessa segunda, policiais militares do 35º BPM, foram ao endereço, na Rua Manel Lopes de Oliveira, com a denúncia de que haveria o corpo de um recém-nascido abandonado no local. Quando chegaram, os militares constataram a existência de um feto já sem vida, e com os braços e as pernas arrancados. Agentes da DHNSG encontraram um rastro de sangue que poderia indicar a localização do autor do crime. Os policiais seguiram a trilha por aproximadamente 1 km e encontraram a possível mãe da criança, escondida em sua casa, com sinais de parto recente.

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