Bebê de seis meses teve 37,5% do corpo queimado dentro de hospital de Niterói

O caso da bebê de seis meses que teve parte do corpo queimado dentro do Hospital Getúlio Vargas Filho, o Getulinho, no Fonseca em Niterói, está longe de ser solucionado. O advogado dos pais da neném informou que teve acesso ao prontuário da vítima que mostra que ela teve 37,5% do corpo tomado por queimaduras de segundo grau. Nessa sexta-feira (21) eles participaram de uma reunião com a direção da unidade de saúde e afirmam que receberam muitos pedidos de desculpas. O processo está em curso e o escritório responsável está fazendo a análise da melhor forma de entrar com uma ação cível para reaver os danos morais que a criança sofreu.

A neném está sedada para conseguir aguentar todo o processo, doloroso, de recuperação de queimadura. “Ela tem equipamento de traqueostomia e não pode chorar e por isso ela teve que ser sedada. As queimaduras foram graves e todas de segundo grau. Os pais estão sofrendo muito e acredito que o hospital teria que disponibilizar um atendimento psicológico para eles. Isso é um crime de lesão corporal e o delegado viu que foi lesão corporal grave. Vou acompanhar as investigações como assistente de acusação para punir criminalmente quem fez isso”, ponderou o advogado criminalista Pedro Rocha.

O pai da menina, o cuidador Jefferson dos Santos, está inconsolável e só teve acesso as imagens da bebê. “Só a minha esposa está entrando no Centro de Tratamento Intensivo para ficar com nossa filha. O hospital chamou a gente para conversar e pediram desculpas e até um abraço para a minha esposa. Essa situação é muito ruim e eu não consigo dormir e nem trabalhar. As fotos que vi acabaram com meu dia e meu coração está esgotado”, lamentou. A mãe, também cuidadora Luara Porto Duarte de 23 anos, não teve condições de conversar com a equipe de reportagem.

Em apuração…

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