Barcas no alvo das reclamações dos usuários

Raquel Morais

Quem usa o transporte aquaviário entre Niterói e Rio de Janeiro precisa de uma dose extra de paciência para conseguir aguentar os problemas que acontecem entre as viagens. Além de aglomeração, pessoas sem máscaras e demora entre as partidas, agora parece que virou comum a presença de pedintes dentro das embarcações além de vendedores ambulantes. Trufa, sanduíche natural, carregador de celular, fone de ouvido e carteiras são algumas das opções de compras que podem ser feitas dentro das Barcas.

A assessora parlamentar Angela Moreno, 40 anos, trabalha no Rio e mora em Niterói e sempre usou o serviço aquaviário para o deslocamento. Por causa da pandemia essa rotina diminuiu um pouco mas algumas vezes por semana ela usa as Barcas e a reclamação é a mesma. “Eu as vezes volto do Rio para Niterói por volta das 17h e tenho visto algumas pessoas realizando vendas dentro da embarcação, inclusive com distribuição de brindes para quem comprava. Eu prefiro ficar em pé perto da grade do que sentar normalmente e percebo que não tem fiscalização de máscara, nem sobre álcool e nem aferição da temperatura. Também vejo pedintes de dinheiro durante as viagens, inclusive sem máscaras, e não vejo nenhum funcionário fazendo algo para impedir todas essas questões”, contou.

O engenheiro Igor Marins, 40 anos, sempre gostou do transporte aquaviário mas está incomodado com o intervalo entre as saídas das embarcações fora do horário de pico. “Fora do horário de pico as viagens são de uma em uma hora. E eu entendo pela questão econômica mas não entendo pela questão sanitária. Isso gera aglomeração na espera das Barcas e lá dentro também”, explicou. Além disso ele também afirmar se incomodar com as vendas e apresentações durante os trajetos Niterói X Rio. “As apresentações musicais acabam invadindo a individualidade das pessoas. Eu acho interessante mas tem dia que a gente não está bem e estamos em um transporte coletivo. É complicado. O mesmo acontece com vendedores, que eu sei que é errado, mas no final eu fico com pena e entendo que a pessoa está precisando levar um dinheiro para casa; principalmente no período da pandemia do coronavírus”, completou.

A CCR Barcas informou que cumpre o Decreto Estadual 47.128, que dispõe sobre medidas relacionadas ao transporte público no atual período de enfrentamento ao novo coronavírus, e que a linha Arariboia (Rio-Niterói-Rio), opera com intervalos médios de quinze minutos nos horários de rush (das 5h30min às 10h e das 16h às 19h), e nos demais horários, fins de semana e feriados, as travessias são realizadas de 60 em 60 minutos.


A concessionária ainda frisou que existe uma queda de cerca de 70% na demanda na linha Arariboia e os bloqueios estações estão acontecendo para justamente entrar a quantidade certa do número de assentos. De acordo com informe da CCR Barcas o uso de máscaras de proteção facial é obrigatório, não é permitida a atuação de ambulantes ou pedintes no interior das embarcações. A

concessionária explicita esta proibição por meio de sinalização e de avisos sonoros e também estão proibidas as apresentações artísticas. A tripulação e os colaboradores dos terminais são treinados para prestar orientação acerca dessas regras, mas não têm poder de polícia.

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