Barbeiro confessa que torturou e matou educadora em São Gonçalo

Cinco dias após ser preso pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) como principal suspeito de ter assassinado a educadora Angélica de Figueiredo Lima, de 42 anos, o barbeiro William Teixeira, de 29 anos, confessou, nesta terça-feira (1º), a autoria do bárbaro crime que causou grande revolta em São Gonçalo, sobretudo no bairro de Rio do Ouro, onde a vítima residia. Angélica foi torturada, e morta dentro de sua casa, ao ser atacada com golpes de tesoura, além de ser queimada com um ferro de passar roupas, e estrangulada com um fio. Também existe a suspeita que a vítima tenha sido estuprada. O resultado de um laudo pericial, que está sendo aguardado, pode confirmar essa última versão. O barbeiro foi transferido na tarde desta terça para o sistema prisional.

De acordo com a Polícia Civil, William foi flagrado em imagens de câmeras de segurança, instaladas próximas da residência da professora, na noite do último dia 23 de setembro. As imagens mostravam ele deixando sua barbearia (situada em frente a casa da vítima), e num outro momento, por outro ângulo, saindo por uma casa, por cujo acesso se chega aos fundos da residência da vítima. A polícia ainda revelou que William, antes mesmo de ser preso como principal suspeito da morte de Angélica, já havia cumprido duas condenações anteriores, ambas relacionadas com crimes contra a mulher.

Em uma delas, o barbeiro cumpriu dois anos de sentença, entre os anos de 2010 e 2012, acusado de tentativa de estupro. Na outra, entre os anos de 2015 e 2018, cumpriu pena pelo crime de tentativa de homicídio, acusação para qual foi convertida pela Justiça uma ocorrência de tentativa de feminicídio, contra sua ex-companheira.

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