Bando explode agência bancária pela terceira vez no Badu

Augusto Aguiar –

Pouco mais de dois meses após uma quadrilha invadir uma agência do Banco Bradesco na Estrada Caetano Monteiro, no Badu, e com uso de explosivos mandar pelos ares vários caixas eletrônicos – a exemplo do que ocorreu em janeiro de 2016 – na madrugada desta quarta-feria (10) possivelmente o mesmo bando voltou ao local e mais uma vez causou grande prejuízo.

De acordo com o subcomandante do 12º BPM, tenente-coronel Marçal, na madrugada de ontem, por volta das 4 horas, sensores de segurança instalados no interior da agência teriam detectado a presença de criminosos fortemente armados no local. Policiais militares foram acionados e pouco antes das guarnições chegarem ao local os bandidos detonaram uma carga de explosivos dentro do saguão do banco, praticamente destruindo o local. Percebendo que a polícia se aproximava, os bandidos conseguiram fugir sem levarem o dinheiro dos terminais danificados. O bando também deixou para trás uma mochila contando uma carga de explosivos (cinco bananas de dinamite não detonadas) e também drogas.

Por conta desse fato, o Esquadrão Antibombas foi acionado, isolou a área nas primeiras horas da manhã e detonou a carga de explosivos deixada para trás pelos bandidos. O ataque passou a ser mais uma vez investigado pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF). Na madrugada do dia 21 de fevereiro desse ano, a mesma agência foi “visitada” pelo bando e praticamente destruída. Pouco antes do ataque da madrugada de quarta-feira, os caixas da agência, segundo comentários de clientes, haviam sido repostos e o hall havia passado por reparos. Fontes policiais adiantaram que os três ataques ocorridos teriam sido cometidos pela mesma quadrilha. Na madrugada do dia 2 de fevereiro de 2016, quando banco ainda era HSBC, a fechada da mesma agência foi praticamente destruída por outra explosão. Mais uma vez, funcionários e agentes da área de segurança preferiram não fazer comentários sobre o possível montante de dinheiro roubado do bando nos três ataques. Sabe-se apenas que em 2016 os bandidos abandonaram na fuga cerca de R$ 65 mil. Chegou-se a comentar que os explosivos usados pelos bandidos seriam parte de uma carga de uma tonelada roubada no bairro de Deodoro, na Zona Norte do Rio, por traficantes do Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Os mesmos explosivos haviam sido utilizados numa obra no Elevado do Joá, em São Conrado, Zona Sul do Rio.

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