Bandidos explodem agência bancária em Pendotiba

Augusto Aguiar –

O chamado “bando da dinamite” atacou de novo na madrugada de ontem, e detonou pela quarta vez em dois anos uma agência bancária na Estrada Caetano Monteiro, no Badu, Região de Pendotiba. Simultaneamente a essa ação, para dificultar a ação da polícia, os bandidos ainda atacaram a tiros o DPO do Largo da Batalha. Um policial foi ferido de raspão e foi medicado. Até o fim da manhã, não havia informações se a quadrilha teria conseguido roubar o dinheiro dos caixas destruídos no banco.

Com medo, moradores preferiram não dar declarações sobre a ocorrência. Fontes policiais adiantaram que o grupo de marginais seria numeroso, pois por volta das 03 horas da manhã, teriam se subdividido, e enquanto parte do bando seguiu para a Estrada Caetano Monteiro, onde está situada a agência do Bradesco, outros marginais foram para as proximidades do DPO do Largo da Batalha, onde trocaram tiros com policiais de serviço.Nesse último caso, houve confronto e um sargento foi baleado de raspão no tórax (sem gravidade), socorrido e medicado.

Fortemente armado, a outra metade do bando invadiu a agência bancária, instalou explosivos nos caixas eletrônicos e detonaram os artefatos. Com a sequência de explosões, parte da agência e a fachada do banco ficou destruída. O barulho das explosões assustaram toda a vizinhança e nenhum morador se arriscou a ir na rua para ver o que estava ocorrendo. Na manhã de ontem, peritos da Polícia Civil foram para a agência e o DPO para avaliar a extensão dos danos causados pelos bandidos, que estariam em vários carros. Câmeras do circuito de segurança, instaladas nas imediações do banco e dentro da agência (que não possui vigilantes) devem ajudar os agentes a identificar os integrantes da quadrilha, que pode ser a mesma que atacou o banco em outras três vezes, e que também pode estar agindo em outros pontos do estado.

Outros casos – Em fevereiro do ano passado, por exemplo, a mesma agência foi praticamente mais uma vez destruída por outro ataque do bando, o mesmo ocorrendo em janeiro de 2016 (na ocasião HSBC), quando cargas de dinamite foram detonadas dentro do banco. Na ação de fevereiro do ano passado, até um dos terminais do banco chegou a ser arrastado para fora da agência, com a intenção de levá-lo, e não obtiveram êxito. Também na ocasião, moradores acordaram assustados pensando que o barulho das explosões se tratava de problemas no transformador instalado num dos postes da Estrada Caetano Monteiro. Outros chegaram a pensar que se tratada de barulho de trovoada.

Já no ataque de janeiro de 2016, ocorreram informes que os bandidos chegaram a deixar para trás cerca de R$ 65 mil e o montante do roubo não foi mencionado. Era o segundo caso em Niterói num intervalo de dois meses. No dia 10 de novembro de 2015, o bando (supostamente o mesmo) também usou explosivos para roubar dinheiro de dois caixas eletrônicos da agência da CEF, no bairro de São Francisco, na Zona Sul de Niterói. A partir de janeiro de 2016 também surgiram outras ocorrências de agências bancárias, a maioria da CEF, atacadas com explosivos, no município vizinho de São Gonçalo. Na época, chegou a ocorrer uma investigação, em caráter sigiloso, sobre a origem dos explosivos utilizados, com a participação das polícias Civil, Federal e até do Exército.

Haviam informes que estavam sendo investigados que a origem dos explosivos utilizados (em gel) e que faziam parte de uma carga de uma tonelada de dinamite, roubada em maio de 2015, no bairro de Deodoro, Zona Norte do Rio, por traficantes do Complexo da Pedreira, em Costa Barros. Meses depois diversas “bisnagas” do explosivo foram encontradas pelo 12º BPM, escondidas na comunidade do Boa Vista, na Zona Norte de Niterói. Os mesmos explosivos haviam sido utilizados por operários numa obra do Elevado do Joá, em São Conrado, Zona Sul do Rio.

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