Bancos suspendes crédito consignado à servidores

Além de correrem o risco de ter os salários atrasados ou parcelados, os servidores estaduais ativos e inativos podem não ter mais o empréstimo consignado para recorrer. Isso porque diversos bancos de médio porte suspenderam o crédito para os funcionários do Estado após a falta de repasse do governo para as entidades bancárias. A dívida chega a R$ 500 milhões e, segundo a Associação Brasileira de Bancos (ABBC), se refere ao atraso dos meses de março a agosto.

O Governo reconhece a dívida e a justifica no arresto nas contas do Estado, feito pela Justiça no início do ano. A Secretaria de Fazenda do RJ (Sefaz) confirmou que o valor total das parcelas que foram devidas é em torno de R$ 500 milhões, no entanto, afirmou que “só há parcelas atrasadas de março e abril, por conta dos arrestos e já estão sendo, como dito, regularizados”.

“Devido aos arrestos no caixa do Estado, que ultrapassaram R$ 790 milhões somente em abril, houve atraso em algumas parcelas devidas aos bancos de depósitos consignados. Imediatamente, a Secretaria de Estado de Fazenda reuniu os bancos e informou uma previsão de pagamentos dessas parcelas, que já estão sendo efetuados. O pagamento é prioridade da Fazenda e está ocorrendo estritamente de acordo com o combinado com as instituições financeiras”, disse, em nota.

A ABBC informou que entre os bancos de médio porte que atuam nesse convênio, cerca de oito são representados por ela. São eles: PAN, BMG, Olé Bonsucesso, Banrisul, Daycoval, Cetelem, ParanáBanco e Intermedium.

A entidade afirmou ainda que uma nova reunião com o secretário de Fazenda do estado, Gustavo Barbosa, está agendada para o dia 25 “a fim de buscar uma solução negociada para a pendência”.

A ABBC informou que se reuniu no dia 14 de junho com o então secretário de Fazenda do Governo do Rio, Júlio Bueno, “em busca de solução negociada para a situação de atraso nos repasses relativos às parcelas dos empréstimos consignados retidas das folhas dos servidores do Estado”, e que daquele mês em diante, não ocorreriam mais atrasos nos repasses.

A associação afirmou ainda que a proposta do estado era parcelar, em cinco repasses mensais, o montante referente aos valores dos meses pendentes, e que este acordo “dependeria das tratativas do Estado com o Governo Federal”.

“De fato, o valor relativo a Junho/2016 foi repassado no próprio mês, mas já no mês deJulho/2016 o que havia sido acordado não se cumpriu, tendo sido repassado apenas os valores dos servidores ativos, restando pendente o repasse dos inativos, vinculados à RioPrevidência”, afirmou, também em nota.

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