Bancos de sangue reforçam pedido de doação para Carnaval

Raquel Morais

Com a proximidade do carnaval os centros de coleta de sangue de Niterói estão intensificando as campanhas para aumentar o número de doadores, de sangue e plaquetas, na cidade. Na Clínica de Hemoterapia, no Centro, o movimento de doação espontâneo está baixo. Mas no hemocentro do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), no mesmo bairro, a movimentação já aumentou desde segunda-feira.

Olga Maria Muniz, responsável pelo setor do hospital, informou que desde o início dessa semana está atendendo entre 30 e 40 doadores de sangue. “Sempre reforçamos a necessidade desse ato e principalmente com a proximidade do carnaval, onde as estradas ficam mais cheias e os riscos de acidentes aumentam”, sintetizou.

Na Clínica de Hemoterapia, dos 70 doadores que procuram o espaço por dia, metade é para doação espontânea. “A outra metade vem para doar especificamente para algum parente ou amigo que está internado. O trabalho de doação tem que ser constante, até mesmo pela validade do material. No caso das plaquetas a validade é de apenas cinco dias. Por isso pedimos sempre para as doações não cessarem”, explicou um dos coordenadores, pedro Cundari.

O medo da doação e de pegar alguma doença ainda lideram o ranking de justificativas das pessoas que não querem doar. “São apenas 450 ml de sangue e essa é uma quantidade aceitável para retirar do corpo. Em poucas horas esse sangue já é novamente produzido pelo organismo. É um trabalho árduo de convencimento e toda a equipe é treinada para ajudar nesse sentido. Tem gente que chega a chorar de emoção quando acaba o procedimento. O carnaval está chegando e é muito importante essa ação para muitas vidas, que precisam desses materiais”, apontou a supervisora do ciclo do sangue, Geane Pina.

Sou doador há mais de 10 anos dos dois tipos, de plaquetas e de sangue, e me sinto muito bem. Aplico o ditado de ‘fazer bem sem olhar a quem’ sempre que faço a doação. Não sinto dor, não fico fraco nem enjoado. E sabe-se lá quantas pessoas se sentem bem quando recebem a minha doação”, finalizou o vigilante Fabiano Silva, 33 anos.

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