Bancos de sangue com estoques baixos para o Carnaval

Doar sangue não custa nada, não dói e não faz mal a quem doa. E pode salvar vidas. Apenas uma bolsa de sangue, com 450 ml, coletada de um doador, é suficiente para até quatro pessoas que precisam de transfusão. Mesmo assim, de tempos em tempos, principalmente nesta época do ano e próximo ao Carnaval, os bancos de sangue estão com estoque quase vazio. Esta é a situação de hemonúcleos de Niterói, São Gonçalo e Rio Bonito. As instituições estão recorrendo até às redes sociais em busca de doadores voluntários.

Em Niterói, há a Clínica Hemoterápica de Niterói e o Hemocentro de Niterói (Hemonit), no Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap). Na primeira instituição, embora particular, pode-se doar de graça. Funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h30, e aos sábados, das 8h às 12h, na Rua Almirante Teffé, 594, no centro.

“Esta é uma época crítica, devido às férias e ao calor. Por isso, as pessoas não estão vindo à clínica. Os bancos de sangue estão com estoque baixo na cidade, no estado e no país. No último dia 30 iniciamos as coletas estendidas, atendendo até às 19h30 para incentivar os doadores que trabalham até o fim do dia. A nossa defasagem está em torno de 20% abaixo do mínimo”, conta Pedro Cuadari, diretor de marketing da Clínica e seu porta-voz, lembrando que a unidade atende 28 hospitais de Niterói e região.

O Hemonit atende doadores de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, funcionando no resto do dia para cadastrar doadores. Além dos pacientes do Huap, atende os de outros hospitais.

“Na semana passada, fizemos duas campanhas com igrejas e faremos outra, uma semana antes do Carnaval. Estamos com poucos pacientes agora, então não sentimos muito. Para atrair mais doadores, vamos usar também as nossas redes sociais. Temos um grupo de 40 doadores, que vem aqui a cada vinte dias”, explica a farmacêutica Milene Dias, uma das responsáveis pelo local.
A operadora de caixa Thayanára Oliveira, de 20 anos, doa sangue a cada três meses. Costuma doar na Clínica de Hemoterapia de Niterói desde novembro de 2016.

“Eu já recebi sangue aos oito anos de idade, por conta de um acidente e sempre tive vontade de doar até pelo meu tipo sanguíneo, ó negativo, ser raro. Me dá alegria saber que com um simples gesto estou salvando até quatro vidas. Fui a primeira da família”, relata Thayanára, que depois, levou a irmã e o tio.

A técnica em Radiologia Rita Carmém de Oliveira, 40, carioca e radicada em Niterói há 11, doa sangue a cada três ou quatro meses. A última vez que doou foi em outubro passado e se programa para doar em fevereiro.

“Antes de vir para Niterói era doadora no hospital do Exército, em São Cristóvão. Gostei da experiência. Daí passei a vir para Niterói sempre que alguém estava precisando. Doei algumas vezes na Clínica de Hemoterapia e depois passei a doar no Hospital Antônio Pedro. Às vezes me aventuro para outros lugares. Em de março de 2018 fui ao Méier para doar para um bebezinho”, lembra Rita, que doa há 15 anos.

O Hemonúcleo de São Gonçalo é vinculado ao Complexo Hospitalar Luiz Palmier, na Praça Zé Garoto, da rede pública municipal de saúde. Também está com estoque baixo. No último dia 29 apenas 16 doadores foram ao local. A média diária é de 40 pessoas. Nos últimos anos, segundo a direção da unidade, este número está em queda. No ano passado, houve apenas 2.282 doações. A instituição pede apoio da população. O local aceita doações de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h. A unidade precisa coletar cerca de 800 bolsas de sangue por mês e abastece todas as unidades de saúde da cidade, inclusive hospitais conveniados com o SUS.

O Hemonúcleo de Rio Bonito, na Avenida Martinho de Almeida, 222, no bairro Mangueirinha, pediu doações em sua página numa rede social. “Nosso estoque de sangue O positivo e O negativo está zerado. Precisamos urgente de doadores!Convidamos aos doadores do sexo masculino que fizeram a ultima doação no mês de novembro e as mulheres que doaram em outubro, para comparecer ao hemonúcleo e doar novamente!”, disse o texto.

Para doar sangue é preciso ter 16 e 59 anos de idade, estar alimentado, pesar pelo menos 50 quilos e não ter feito piercing e tatuagem há menos de um ano.

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