Bancas passam a ser alvo de criminosos no Centro de Niterói

Na madrugada desta sexta-feira uma banca no Centro de Niterói foi arrombada e furtada. Isoladamente parece um crime considerado ‘menor’, mas a Associação dos Proprietários de Bancas e Jornais e Revistas de Niterói e São Gonçalo (Aproban) alerta que não é bem assim, que desde do domingo de Carnaval (24 de fevereiro) está acontecendo uma média de um arrombamento por dia em bancas na região, trazendo um prejuízo grande para o comércio.

Antonio Giglio é o proprietário da banca arrombada nesta sexta. De acordo com ele, foram o prejuízo material (material furtado e danificação da banca) o terror psicológico é o pior. “Trabalho com bancas desde 1993, mas nunca estivemos tão expostos como agora. Imagina se o jornaleiro está chegando e se depara com esse bandido, um furto pode virar uma agressão ou um homicídio. Não queremos que chegue até esse ponto”, desabafou.

De acordo com Antonio Cimbarella presidente da Aproban, logo na madrugada de domingo de Carnaval uma onda de arrombamentos atingiu as bancas da Avenida Amaral Peixoto e vias dos arredores. Segundo o levantamento da associação cerca de 50 bancas estão nesta região. “As invasões sempre acontecem logo após à meia-noite e quando o jornaleiro chega, encontra a banca toda arrombada. Normalmente levam objetos que conseguem pegar com a mão, mas na semana passada uma geladeira foi levada”, alertou Antonio.

Cimbarella esclarece que muitas vezes são moradores de rua ou usuários de droga que cometem estes crimes, levando cigarros e objetos pequenos. Mas no caso da geladeira é uma situação fora da curva, que mostra a evolução destes criminosos.

Em todos os casos – segundo a Aproban – os proprietários registraram os casos na Polícia Civil. Em alguns, inclusive, circuitos internos de câmera flagraram a ação dos criminosos. “Antes do Carnaval as invasões aconteciam, mas eram pontuais, agora houve esse ‘boom’ de invasões”, esclareceu que lembrou que no Carnaval, graças a populares uma banca não foi invadida.

As imagens foram entregues a Polícia Civil que investiga o caso e tenta localizar os criminosos.

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