Bancários têm reunião nesta segunda para decidir futuro da greve

Desde o dia 6 de braços cruzados, bancários continuam sem pespectiva de encerrar a greve. Nesta segunda-feira, a classe terá uma reunião no âmbito nacional para decidir os próximos passos da paralisação. De acordo com Sindicato dos Bancários de Niterói e Região, apenas em Niterói, são quase 100 agências, com cerca de mil bancários, o que representa 25% de toda a classe do Leste Fluminense e Região dos Lagos.

Luis Claúdio - Presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói
Luis Claúdio – Presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói

Segundo Luis Claudio Caju, presidente do sindicato na região, a última propósta recebida pela classe não cubriu nem a inflação. “A proposta apresentada foi insuficiente, foi de 7% de reajuste. Nós solicitamos 14,78% o que nada mais é do que o reajuste da inflação mais 5% de ganho real”, explicou, que lembrou ainda, que os próximos passos da greve serão decididos na segunda-feira.

Esta foi a segunda proposta rejeitada pela categoria de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Esta segunda proposta de 7% também foi rejeitada. Além do reajuste, a PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, além de abono de R$ 3,3 mil.

Luis Claudio lembra que além do reajuste de cerca de 15%, a categoria pede a valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, além de outros pontos, como melhores condições de trabalho.

“Óbvio que sabemos que a greve atrapalha a população em geral, mas nós também temos famílias e contas para pagar. A greve só acontece porque os banqueiros, que podem pagar mas não fazem o mínimo pelos trabalhadores. Eles se quer querem repor a inflação”, contou o presidente do sindicato em Niterói.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou que os clientes podem usar os caixas eletrônicos para agendamento e pagamento de contas (desde que não vencidas), saques, depósitos, emissão de folhas de cheques, transferências e saques de benefícios sociais. Nos correspondentes bancários (postos dos Correios, casas lotéricas e supermercados), é possível também pagar contas e faturas de concessionárias de serviços públicos, sacar dinheiro e benefícios e fazer depósitos, entre outros serviços.

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