Bancários retomam negociação com patronal

Raquel Morais

A reunião que aconteceu na quarta-feira (05) em São Paulo para definir o rumo da greve dos bancários no país não apresentou uma definição até o momento. Os novos rumos dessa conversa devem ser alinhavados ainda hoje, data em que a paralisação completa 31 dias.

Até a noite de quarta a informação à noite pelo Sindicato dos Bancários de Niterói e Região era que a categoria aguardam orientação do Comando Nacional dos Bancários e apenas a questão dos bancos públicos havia sido conversada. Conforme publicação da entidade de Niterói, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou uma nova proposta, com reajuste de 8% mais abono de R$ 3.500, 15% no vale-alimentação, 10% no vale-refeição, 10% no auxílio creche-babá e licença paternidade de 20 dias. Ainda segundo o informe para 2017, o reajuste seria de INPC + 1% de aumento real e todos os dias deverão ser compensados sem prazo limite.

A categoria pede 14,62%, reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário-mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho, segundo nota.

Dados do sindicato de Niterói apontam que em 1951 foi o ano que ocorreu a greve mais longa da categoria com 69 dias de paralisação seguida de 2013 com 24 dias. A Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), contabilizou 13.104 agências e 44 centros administrativos parados e em Niterói e região, as 240 agências também permaneceram fechadas.

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