Bancários rejeitam proposta e greve continua

Aline Balbino

Continua sem data para a acabar a paralisação dos bancários em todo país. Ontem, em mais uma rodada de negociação, a categoria rejeitou a proposta oferecida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), e decidiu permanecer com a greve iniciada no último dia 6. Segundo o Sindicato dos Bancários, os empresários não apresentaram nova proposta. A categoria reivindica a reposição da inflação (9,57%) mais 5% de ganho real, além de um valor maior na Participação de Lucros e Resultados (PLR). Na região atuam cerca de 4.300 bancários distribuídos em 253 agências. Como em 2015, o Sindicato afirma que 100% das unidades serão fechadas em toda região. Atendimentos a aposentados não serão prejudicados e acontecerão de forma contingenciada.

“Fenaban frusta bancários, não apresenta nova proposta, insiste no índice rebaixado de 7% de reajuste mais abono. Greve continua e Comando Nacional dos bancários orienta reforço da greve nos próximos dias. Niterói reafirma os 100% de paralisação nos 16 municípios”, disse presidente do Sindicato, Luis Claudio de Souza.

Muitos clientes sofreram com a greve, como a compradora Thaís de Araújo, de 22 anos. Ela está preocupada, pois seu cartão de débito está pedindo cadastramento de biometria, mas com os bancos em greve, ela não pode se cadastrar.

“Eu tenho até o dia 30, mas não tenho tanta disponibilidade para vir ao banco. Eu espero que a greve acabe logo porque eu ainda não tive problemas, mas posso acabar tendo. Eu fico com medo de precisar fazer esse cadastramento e não conseguir e acabar ficando sem como sacar dinheiro”, disse.

Na última rodada de negociação, a Febraban ofereceu reajuste de 7% para os salários e benefícios, somado a um abono de R$ 3.300,00 a ser pago até 10 dias após a assinatura do acordo. Mas, não houve acordo.

Principais reivindicações – Reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

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