Bancários de Niterói e região entrarão em greve

A partir de 6 de setembro bancários de todo Brasil entrarão em greve por tempo indeterminado. A decisão foi tomada na noite de ontem durante assembleia. Os trabalhadores de Niterói rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancários (Fenaban) que concederia 6,5% de reajuste salarial, abaixo da inflação do período que registrada em 9,57%, mais um abono salarial de R$ 3 mil. A categoria pede a reposição da inflação mais 5% de ganho real nos salários, piso salarial de R$ 3.940,24 equivalente ao salário-mínimo do Dieese, e vale-alimentação e refeição no valor de R$ 880,00 ao mês.

A proposta da Federação foi apresentada aos bancários no último dia 29. Segundo o Sindicato dos Bancários, além de não garantir aumento real, a proposta reduz os salários em 2,80%, não garante empregos, não avança na saúde, nem das demandas de segurança e de igualdade de oportunidades. A categoria afirma que o lucro dos cinco maiores bancos (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) no primeiro semestre de 2016 chegou a R$ 29,7 bilhões, mas houve corte de 7.897 postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano. Entre 2012 e 2015, mais de 34 mil empregos foram reduzidos pelos banqueiros.

“Sabemos que os bancos podem oferecer muito mais. Mesmo durante a crise, os bancos não deixaram de lucrar alto. Não há porque não atender às nossas reivindicações. Na segunda, a categoria se reúne novamente para organizar como será o movimento. Como todos os anos, vamos fazer um movimento ordeiro, mas que paralisa 100% das mais de 240 agências dos 16 municípios que o Sindicato atende”, afirmou Luís Cláudio de Souza, presidente do Sindicato dos Bancários de Niterói e região.

Quem não gostou nada da possibilidade de greve foram os clientes. O funcionário público Éden Santos, 44 anos, afirma que o pagamento de contas serão prejudicados pela paralisação.
“Muitas pessoas não sabem usar os caixas eletrônicos e a internet. Como essas pessoas vão pagar suas contas? E os idosos? Eu acho que todo mundo tem direito a fazer greve, mas parar os serviços no início do mês é complicado. Greve é muito difícil”, disse.

A Fenaban foi procurada, mas não respondeu até o fechamento desta edição.

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