Bancada bolsonarista protocola pedido de impeachment de Witzel

O líder da bancada bolsonarista, deputado Dr. Serginho (PSL), protocolou, na tarde de hoje (18), um pedido de impeachment do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Segundo o deputado, o motivo do pedido foi o caso de espionagem que levou o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), André Ceciliano (PT), na semana passada, a solicitar para que a Polícia Federal, além dos Ministérios Público Federal e Estadual, sejam acionados sobre um suposto “dossiê contra os 70 deputados”.

“A Comissão de Segurança pública da Alerj só vai pedir investigação do Ministério Público Estadual, mas entendo que a ameaça de dossiê contra 70 deputados representa um crime contra a ordem pública. É preciso uma investigação clara e rígida dessa intimidação ao parlamento, por isso estamos entrando com pedido de impeachment e de investigação na PF e Ministério da Justiça”, explicou Dr. Serginho.

Além do Líder, Doutor Serginho, assinaram o documento, Alana Passos, Márcio Gualberto e o Anderson Moraes. Os outros deputados do PSL, Coronel Salema, Filippe Poubel, Gustavo Schmidt e Renato Zaca, só assinaram o pedido de investigação do Ministério Público Estadual. Eles acusam o chefe do Palácio Guanabara de crime de responsabilidade no caso das suspeitas escutas.

As leis do parlamento fluminese não tratam detalhadamente das etapas do processo de impeachment, mas trazem a previsão de que deverá ser seguido o que diz a lei federal sobre o tema.  O pedido de impeachment precisa ser aceito pelo voto de dois terços dos deputados. Se isso acontecer, o governador fica afastado do cargo por 180 dias. Então, começa a etapa do julgamento do processo de impeachment, que também é feito também pelos deputados. A condenação precisa novamente do apoio de dois terços dos 70 deputados.

O primeiro passo do processo, no entanto, depende de uma decisão do presidente da Alerj, André Ceciliano (PT). Cabe a ele determinar se a tramitação do pedido de impeachment terá início. Só após esta decisão é que os deputados votam sobre se aceitam ou não a denúncia.

Procurada, a Mesa Diretora da Alerj ainda não se manifestou sobre o assunto.

O OUTRO LADO — Na semana passada, o governo disse que jamais usaria de qualquer mecanismo irregular para monitorar parlamentares. Na ocasião, o secretário de Desenvolvimento, Lucas Tristão, disse desconhecer a existência dessas práticas. Já o Líder do governo, Márcio Pacheco (PSC) saiu em defesa de Wilson Witzel.

“Não há nem do governador e nem de nenhum membro do Poder Executivo nenhuma ação de escuta a parlamentares ou qualquer ação que venha agir de modo a expor ou denegrir qualquer imagem deste Parlamento. A declaração é oficial em nome do governador”, disse.

Pacheco disse que Tristão “nunca realizou nem demandou a qualquer órgão do governo tais escutas”.

One thought on “Bancada bolsonarista protocola pedido de impeachment de Witzel

  • 27 de março de 2020 em 00:59
    Permalink

    Só rindo do que o clã Bolsonarista é capaz de fazer. Witzel tem feito um ótimo governo, eu duvido que esse pedido vai dar em alguma coisa, pq não tem motivos para um impedimento dele.

    Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

6 + 20 =