Banca de fogos explode deixando cinco pessoas gravementes feridas em SG

Pedro Conforte – Raquel Morais – Tylane Renor

“A explosão foi tamanha, que o chão chegou a tremer, achamos que era uma explosão na pedreira”, narrou Lauana Mendonça de 33 anos, sobre o acidente com fogos de artíficios que aconteceu no início da tarde de ontem em São Gonçalo. A explosão aconteceu em uma banca de fogos de artifício em frente ao supermercado Grand Marche, no Rocha, o que agravou para o número de feridos. Ao todo, foram cinco pessoas encaminhadas diretas para o Centro de Traumas do Hospital Estadual Alberto Torres (Heat).

“Após a explosão eu e minha amigas viemos para rua e vimos uma cena de guerra, muito sangue. Como trabalho na área de saúde, prestei os primeiros socorros a três vítimas, inclusive o dono da barraca de fogos. Ele estava muito mal, com os membros todos dilacerados”, contou Luana.

Os socorritas identificaram o dono da barraca como Jonathan Willian, além dele, se feriram também: Maria Aline Leal de Almeida, José Antônio Rodrigues, Cristina da Silva e uma quinta pessoa que foi socorrida por populares. “Vi que um rapaz [Jonathan] estava queimando as costas no chão quente e muitas pessoas protegeram ele do sol. Foi um momento de solidariedade”, comentou uma mulher que não quis se identificar.

Segundo informações de funcionários do mercado, que fica na Rua Salvatori, o vendedor da banca perdeu o braço e teve os membros inferiores dilarerados. A Polícia ainda investiga o motivo que levou a explosão, enquanto isso populares se dividem entre os motivos. Há quem diga que rapaz estava fumando, enquanto o outros digam que foi um acidente no momento que ele acendia um fogos. Apesar da divergência, uma coisa é unânime, a gravidade do acidente. Pelo chão o que restou foram as caixas dos fogos espalhadas, o ferro da corrocinha retocida e os estilhaços da fachada do supermercado. Parte da marquise do estabelecimento desmoronou, enquanto o letreiro ficou pendurado.

Cones foram colocados na calçada para chamar atenção de quem passava pelo local. A rua ficou parcialmente interditada, uma fita para isolar o local foi colocada na rua e calçada. O trânsito nos arredores da Praça do Rocha ficou congestionado, com retenção. Agentes da Defesa Civil precisaram ir ao local para verificar se a estrutura do prédio foi comprometida.

A direção do Hospital Estadual Alberto Torres informa que o paciente Jonathan Willian Marinho de Almeida, que vendia os fogos, encontra-se em estado grave. Os pacientes José Antônio Rodrigues Ferraz e Maria Aline Leal de Almeida encontram-se estáveis.

OUTROS ACIDENTES

Em janeiro de 2008, também em São Gonçalo, outro acidente com fogos de artifícios causou três mortes e deixou duas pessoas feridas. Um sobrado explodiu e desabou, no bairro do Gradim. Segundo a polícia, ali funcionava um depósito clandestino de fogos de artifício. Devido a explosão, cinco residências ao redor precisaram ser interditadas.

Em junho de 1991, no bairro de Santa Barbara, em Niterói, 21 pessoas morreram após a explosão de uma loja de fogos de artifício. O estrondo foi ouvido a uma distância de mais de quatro quilômetros. Cerca de 50 carros chegaram a ser destruídos.

RECOMENDAÇÕES
O Corpo de Bombeiros pede que o usuários de fogos de artifícios leiam atentamente as instruções da embalagem, pois os acidentes mais frequentes são dilaceração de membros, amputação de braço ou dedo e lesões auditivas e oculares. Para evitar ferimentos, é importante usar os prolongamentos e bases de lançamento que são comercializados junto com os fogos. Além disso, é necessário guardar os fogos em local fresco e arejado, e evitar a proximidade do mesmo de materiais inflamáveis. O as mesmas medidas de proteção são indicadas para bombas de grande e pequeno porte. Em caso de acidentes, o Corpo de Bombeiros recomenda que se ligue 193, para o próprio Corpo de Bombeiros, ou 192, para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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