Balões e clima seco aumentam o risco de incêndio em vegetações

Soltar balão é crime. Nunca é demais lembrar do perigo que envolve essa prática que para muitos é cultural, mas que na verdade prejudica as florestas e podem causar grandes incêndios. O clima seco e a estiagem potencializam esse perigo e uma pequena fagulha pode gerar um grande incêndio. No último domingo (22) uma importante Área de Proteção Ambiental (Apa) de São Gonçalo foi parcialmente incendiada após a queda de um balão e a vegetação, parte da Mata Atlântica, foi destruída.

O ocorrido foi na APA Estâncias de Pendotiba, em Maria Paula, e o incêndio foi controlado pelo Grupamento de Defesa e Proteção Ambiental (GPAm) da Guarda Municipal de São Gonçalo. Para o feito foram utilizados abafadores e foram preciso 25 guardas para cessarem as chamas. “Cada hectar perdido em um incêndio criminoso desses é uma contribuição para o aumento da temperatura na cidade. As florestas regulam o clima. Não adianta apenas o poder público investir em ações de reflorestamento se a população não se conscientizar que soltar balões é crime”, destacou o subsecretário de Meio Ambiente, Gláucio Brandão.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente divulgou um alerta que segundo a Lei Nº 9.605, de 12 de fevereiro a soltura de balões é crime ambiental, passível de detenção, de um a três anos, multa, ou ambas as penas cumulativamente. A mesma pena pode ser aplicada para quem destruir ou danificar vegetação em estágio avançado ou médio de regeneração, da Mata Atlântica, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção. As denúncias sobre soltura ou mesmo locais que realizem confecções de balões, podem ser feitas por telefone através da Linha Verde do Disque Denúncia, exclusivo para recebimento de informações sobre crimes ambientais, através do número 0300 253-177 (interior) ou 2253-1177 (capitais).

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