Bailarinos pedem dinheiro em sinais para bancar ida a festival

Raquel Morais –

A Cia de Dança R.I.O, que tem fundação em Itaboraí, está realizando uma vaquinha virtual para custear uma viagem para Santa Catarina em setembro. Parte do grupo de bailarinos passou na seletiva para o Festival de Dança de Florianópolis no próximo mês e precisa de R$ 6 mil para custear a viagem. Essa é a segunda vez que o grupo é aprovado para o concurso de dança que reúne dançarinos de todo o Brasil. Enquanto o patrocínio não aparece, os membros da companhia pedem dinheiro em sinais de trânsito para ajudar no custo.

O diretor da companhia, Marcos Paulo Borges, de 26 anos, explicou que além da falta de recursos eles não têm um lugar fixo de ensaio.

“Temos que contar com a boa ação das pessoas e pedimos em escolas e academias uma sala para a gente ensaiar. A vontade de dançar supera todas as dificuldades que temos. Atualmente estamos treinamos em uma quadra no Espaço Cultural André Guerra, em Itaboraí, mas não sabemos até quando isso acontecerá”, comentou.

Sobre o festival o grupo de sete bailarinos e um apoiador terão que viajar no dia 1º de setembro para se apresentar no dia 2 e retornar no dia seguinte.

“Mandamos um vídeo com a coreografia e fomos selecionados. Vamos misturar hip hop com o sapateado. Uma bailarina irá sapatear por toda a coreografia e a dança será feita nesse ritmo”, explicou.

A coreografia foi batizada de “Shuffle”, uma mistura de danças urbanas.

“Estamos pedindo dinheiro em sinal de trânsito, explicando o conceito do grupo e a importância de participar desse festival. As pessoas estão ajudando e espero conseguir esse valor como fizemos em 2016, na primeira vez que fomos escolhidos para o mesmo festival”, completou Marcos.

Segundo informações da companhia, a R.I.O foi criada em 2011 e atualmente tem 16 integrantes no elenco: bailarinos entre 14 e 32 anos, moradores de Niterói, São Gonçalo, Rio de Janeiro, Rio Bonito e Itaboraí. O grupo tem como foco as danças urbanas, mas com a pluralidade de bailarinos, outras modalidades como jazz, sapateado, dança contemporânea e dança do ventre também são praticadas. Já foram mais de 20 trabalhos coreográficos criados. Quem tiver interesse em ajudar o grupo pode entrar em contato com o Marcos Paulo pelo telefone (21) 98003-4946.

A Prefeitura de Itaboraí foi questionada sobre apoio para o grupo, mas não se manifestou.

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