Azevedo Lima sofre com infestação de piolho de pombo

Depois de uma infestação de piolho de pombo no posto de atendimento do Departamento de Trânsito do Estado

do Rio de Janeiro (Detran) de Neves, em São Gonçalo, agora o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal) do Fonseca,

em Niterói, virou alvo do mesmo problema. Na unidade de saúde pelo menos três enfermarias já foram interditadas

para higienização, mas o atendimento de emergência está normalizado.

O primeiro foco da infestação foi identificado na semana passada e teria sido na enfermaria 5 da ala masculina. Os pacientes foram encaminhados para outros setores e o local foi limpo, mas parentes de pessoas que estão internadas

na unidade afirmam que outras duas enfermarias femininas também estão com o problema. Um vídeo postado

na internet mostra os insetos andando nas paredes de uma das enfermarias.

O infectologista EdimilsonMigowski chamou atenção para o perigo dessa infestação, principalmente para pacientes internados que possam estar com a imunidade baixa. “É uma situação que coloca em risco as pessoas que estão internadas. Precisa investigar essa questão mais a fundo. Ele pode carrear vírus e bactérias e pode levar a infecções

sérias. Tem que ver as janelas da unidade e pode ter outros fungos, por exemplo, nas fezes do pombo que podem

gerar outras complicações”, frisou o especialista.

Em janeiro passado o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran) de Neves, em São Gonçalo,

ficou fechado por uma semana também por uma infestação de piolhos de pombo. Os atendimentos foram migrados para outros postos e a unidade ficou fechada para realização de procedimentos de higienização geral. Questionada sobre o assunto, a Secretaria de Estado de Saúde confirmou que a direção do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal) identificou uma suposta infestação de piolho de pombo na Enfermaria 5 da ala masculina. Imediatamente,

a área foi isolada para desinfecção, e os pacientes, remanejados para outras enfermarias. “No dia seguinte, equipes de engenharia e manutenção do Heal e da empresa especializada em controle de pestes foram ao local para realizar minuciosa vistoria, a fim de determinar corretamente o inseto e identificar eventuais novos focos”, disse a pasta em nota.

“Na ocasião, constatou-se que, na verdade, a infestação era da espécie psocoptera. E, desde então, foram feitas desinfecções específicas para controlar a proliferação, bem como o agendamento de outras assepsias para garantir a eliminação total do inseto no hospital. A direção do Heal ressalta que nenhum paciente foi infectado, não houve prejuízos no funcionamento da unidade e osprotocolos de vigilância sanitária continuam sendo seguidos”,

concluiu o texto da Secretaria Estadual de Saúde.

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