Axel publica decreto sanitário com algumas diferenças em relação ao Rio

Anunciadas na última segunda-feira, as medidas restritivas com o objetivo de frear a contaminação pelo coronavírus transformaram-se em um decreto publicado pelo prefeito de Niterói, Axel Grael, nesta terça-feira (23). Há algumas diferenças em relação às medidas que serão adotadas na capital.

O documento enumera as regras que restringem atividades no município. Em grande parte do documento as normas assemelham-se às do Rio de Janeiro. Porém, há diferenças em comparação com o decreto do Rio.

Uma delas é em relação aos parques. De 26 de março a 5 de abril – período de vigência do decreto que traz as diretrizes restritivas. O Parque da Cidade, o Campo de São Bento, o Horto do Fonseca e Horto do Barreto poderão funcionar das 9 às 16h, com apenas 25% da lotação de cada espaço.

As pistas de skates não poderão ser utilizadas. A prática de canoas havaianas, tradicional em Niterói, está proibida. O município vai liberar atividades físicas individuais em praças, na praia e locais fechados, assim como o Rio. Mas atividades coletivas estão proibidas.

Ficam fechadas as vias de acesso às praias da Região Oceânica até 30 de abril, à exceção de moradores e serviços de entrega. Os táxis poderão dar descontos de até 30% nas corridas até o dia 30 de abril. Nas praias, nada de ambulantes, nem em Niterói nem no Rio.

As medidas restritivas de ambas as cidades foram elogiadas, em suas essências, especialistas, que por sua vez criticaram a postura do governador em exercício Cláudio Castro de não adotar medidas mais restritivas. Na avaliação de a, as novas regras são adequadas para o momento, mas a permissão das igrejas continuarem abertas foi um erro.

“O momento é para medidas drásticas. Acho que toda medida restritiva que impeça aglomerações e, como consequência, a transmissão do vírus é fundamental. Então, deveriam ser só os serviços essenciais. Na igreja, mesmo que a pessoa fique pouco tempo, ela acaba se expondo muito porque, em geral, é um ambiente fechado”, afirmou Gulnar Azevedo, professora de epidemiologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva.

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